Complexo, que está orçado em mais de R$ 200 milhões, será instalado no Jardim Independência; ouça a coluna ‘De Olho na Política’
A Prefeitura de Ribeirão Preto planeja construir um novo centro administrativo, reunindo todas as secretarias municipais em um único local. A proposta, ainda em fase de planejamento, gerou polêmica na cidade.
Mudança de Localização: Prós e Contras
A construção do centro administrativo no Jardim Independência, próximo ao quartel da Polícia Militar, levanta questionamentos sobre a mudança da Prefeitura do centro da cidade. Embora a digitalização de serviços públicos facilite o acesso, muitos cidadãos ainda precisam de atendimento presencial. A localização central da Prefeitura garante maior acessibilidade para a população, enquanto uma mudança para a periferia pode dificultar o acesso para moradores de áreas mais distantes.
Custos e Benefícios da Centralização
O projeto prevê um investimento de aproximadamente R$ 200 milhões. A Prefeitura argumenta que a centralização das secretarias em um único prédio reduzirá custos com aluguéis e otimizará a gestão pública. A integração das equipes também melhoraria a comunicação e a agilidade dos serviços. No entanto, a manutenção do novo prédio representará um custo fixo adicional para o município.
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Polêmica e Prioridades
A alocação de recursos para a construção do centro administrativo gera debates sobre prioridades orçamentárias. Há questionamentos sobre se o investimento é prioritário em comparação a outras áreas como saúde e educação. A venda de terrenos públicos e a implementação de programas de recuperação fiscal são medidas consideradas para viabilizar o projeto. Apesar das justificativas econômicas, a decisão não é consensual, refletindo a complexidade de equilibrar necessidades de modernização administrativa com as demandas da população.
A construção do centro administrativo em Ribeirão Preto representa um investimento significativo com impactos a longo prazo na organização da gestão municipal. A decisão envolve ponderações complexas entre custos, benefícios e prioridades orçamentárias, gerando um debate público sobre a melhor alocação de recursos para o desenvolvimento da cidade.