Medida visa diminuir o descarte irregular de entulho; projeto ‘caçambas sociais’ foi adotado, mas não atende toda a demanda
As caçambas sociais de Ribeirão Preto, implantadas em 2014 após um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, visavam reduzir o descarte irregular de entulhos. Apesar da iniciativa, o resultado tem sido insatisfatório.
Caçambas como Lixões a Céu Aberto
A realidade, segundo relatos de moradores, é bem diferente do ideal. Em locais como o Jardim Paivas e o Jardim Oeste, as caçambas se transformaram em verdadeiros lixões a céu aberto. O volume excessivo de lixo, aliado à falta de manutenção adequada, resulta na proliferação de resíduos pela rua, atraindo animais e causando problemas de saúde pública, como o risco de dengue.
Preocupações e Impactos na População
Cristina, auxiliar de cabeleireira, relata o medo de animais peçonhentos atraídos pelo lixo. Edson Donizete, pintor, destaca a falta de alternativas para o descarte correto de materiais, como madeira, e a ausência de fiscalização. Luana Roberta, operadora de caixa, demonstra preocupação com a rápida acumulação de lixo e o risco de doenças transmitidas por mosquitos, especialmente com a aproximação da estação chuvosa. A falta de fiscalização e a ineficiência do sistema atual geram insatisfação e preocupação entre os moradores.
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A Solução em Vista: Os Ecopontos
A prefeitura de Ribeirão Preto reconhece as falhas do modelo atual e promete a implantação de ecopontos, solução já adotada com sucesso em outras cidades como Mogi das Cruzes e São Paulo. O projeto prevê a instalação de, pelo menos, 13 ecopontos na cidade, com áreas cercadas, funcionários para orientação e controle do descarte, atendendo às exigências do TAC de 2014. A previsão é que os dois primeiros ecopontos sejam instalados até o fim do ano, representando um avanço significativo na gestão de resíduos sólidos do município e um passo para solucionar os problemas causados pelas caçambas sociais.



