Um grupo de empresários do ramo protestou na tarde de quarta-feira (26) em frente ao Palácio Rio Branco
Há quase seis meses, os trenzinhos da alegria estão parados em Ribeirão Preto, causando grande angústia aos profissionais que dependem dessa atividade para sobreviver. A cidade, mantida na fase amarela do Plano São Paulo, permitiu a retomada gradual de alguns setores, mas a liberação dos trenzinhos ainda não foi autorizada.
Profissionais em situação crítica
Para Elane Leme e seu marido, que trabalham com trenzinhos há 30 anos, a situação é dramática. A pandemia e as dívidas acumuladas os levaram a cogitar até mesmo a venda do veículo. A dificuldade financeira e o impacto emocional são grandes, afetando o sono e a tranquilidade do casal. A associação dos trenzinhos estima que cerca de 300 famílias dependem dessa renda em Ribeirão Preto.
Luisa Rona e a luta pela retomada
Laisa Rona, que trabalha com um trenzinho na região do Parque dos Servidores há poucos anos, não pensa em desistir, mas reconhece as dificuldades. Ela e outros profissionais não pedem a volta imediata sem restrições, mas sim a adoção de medidas de segurança, como esterilização do trenzinho entre as viagens, uso obrigatório de máscara, medição de temperatura e limite de passageiros (25 pessoas em um trenzinho com capacidade para 100).
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Manifestação e busca por solução
Um grupo de mais de 20 profissionais se manifestou em frente ao Palácio Rio Branco, sede da Prefeitura, buscando um posicionamento do executivo. Eles foram orientados a enviar um ofício com os protocolos de segurança propostos. A liberação, inicialmente prevista para setembro, após 28 dias na fase amarela, é aguardada com expectativa, principalmente por causa do Dia das Crianças, a data mais importante do ano para o setor.
A retomada parcial das atividades antes de outubro é crucial para as famílias que dependem dos trenzinhos da alegria, buscando um equilíbrio entre a retomada do trabalho e a segurança dos passageiros.



