Cidade enfrenta epidemia de nível dois da doença; em 2024, já foram recolhidos 17 toneladas de entulho que podem ser criadouros
A cidade de Ribeirão Preto enfrenta uma epidemia de dengue, com números alarmantes registrados em janeiro. De acordo com dados da Prefeitura, quase mil casos foram confirmados no mês, mais que o dobro do registrado em janeiro de 2022 (401 casos).
Aumento de Casos e Declaração de Epidemia
A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto decretou epidemia de nível 2, mobilizando todas as unidades de saúde para o atendimento da doença. Há 3.203 casos suspeitos, e a situação é agravada pela circulação dos tipos 1 e 2 do vírus em todas as regiões da cidade. Os bairros do Parque Ribeirão e Vila Virgínia, na zona oeste, são os que apresentam maior concentração de casos.
Medidas de Combate à Dengue
Para combater o avanço da doença, a prefeitura intensificou os mutirões de limpeza, que já recolheram 17 toneladas de lixo neste ano. A administração municipal reforça o pedido à população para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. A secretária da saúde destaca a importância da colaboração da população para evitar a proliferação do mosquito, alertando para a gravidade da doença, que pode levar à morte, principalmente em casos de pessoas idosas ou com comorbidades.
Impacto nos Serviços de Saúde
O aumento de casos de dengue também impactou os serviços de saúde da cidade. As unidades de urgência e emergência registraram um crescimento no número de atendimentos relacionados à suspeita da doença, com uma média de 100 atendimentos diários. Apesar do aumento na demanda, ainda não houve necessidade de aumento no número de profissionais, mas a prefeitura monitora a situação e se prepara para eventuais ajustes na equipe caso necessário. Além dos casos de dengue, Ribeirão Preto investiga 88 casos suspeitos de chikungunya, com dois já confirmados.
A situação exige atenção redobrada da população e das autoridades. A prevenção, por meio da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, é fundamental para controlar a epidemia e evitar novas mortes.



