Ações aconteceram 39 mil imóveis de Ribeirão Preto e serão intensificadas nos próximos meses
A chuva que traz alívio também aumenta a preocupação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti e o risco de transmissão da dengue em Ribeirão Preto. Em outubro, foram confirmados 119 casos, elevando o total do ano para 13.374 infecções. Maria Lúcia Biagini, chefe da Divisão de Vigilância Ambiental, alerta para o perigo da aproximação da primavera e do verão, períodos chuvosos que favorecem a reprodução do mosquito.
Combate ao mosquito: um esforço coletivo
Segundo Maria Lúcia, o combate ao Aedes aegypti exige um esforço conjunto. Ações da prefeitura, como os arrastões de limpeza que já retiraram 50 toneladas de recipientes que acumulam água e 2957 pneus em áreas como o Parque Ribeirão Preto e a Vila Albertini, são importantes, mas insuficientes. A participação da população é fundamental para eliminar os criadouros do mosquito dentro de suas casas.
A importância da prevenção
A especialista destaca a dificuldade em conscientizar a população sobre a importância de medidas preventivas simples, como a eliminação de recipientes com água parada. Em algumas residências visitadas, foram encontrados até 17 focos do mosquito em casas com moradores doentes. Maria Lúcia enfatiza a necessidade do controle mecânico, pois existem estágios do mosquito que nenhum inseticida consegue eliminar. A circulação de diferentes tipos de vírus da dengue, incluindo o tipo 2, mais forte e letal, aumenta a preocupação com uma possível epidemia no próximo verão.
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A prevenção é crucial para evitar a proliferação do mosquito. A rápida reposição dos criadouros após as ações de limpeza demonstra a necessidade de mudança de hábitos. A população precisa entender que a responsabilidade pela eliminação do Aedes aegypti é compartilhada, e a participação de cada cidadão é essencial para proteger a saúde de todos.