Depois de dispensar 187 comissionados por ordem do TJ, Executivo recontratou os profissionais usando este argumento
A Prefeitura de Sertãozinho se desculpou publicamente após polêmica envolvendo a defesa da manutenção de cargos comissionados. A controvérsia surgiu a partir de um processo movido pela Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ).
Defesa da Prefeitura e a Polêmica Gerada
Em sua defesa, a prefeitura argumentou que a baixa produtividade dos servidores concursados justificava a necessidade de manter os cargos comissionados. O chefe da Casa Civil, Heraldô Dalmaso, explicou a complexidade da situação e a dependência de funcionários de confiança para preencher alguns cargos. Uma frase da defesa, extraída do contexto e divulgada nas redes sociais, gerou mal-entendidos e críticas, levando a prefeitura a emitir uma nota de retratação.
Entendimento da Situação
A prefeitura esclareceu que a intenção da defesa era justificar a manutenção dos cargos comissionados, e não atacar os servidores efetivos. A PGJ questionava a criação de postos comissionados em funções técnicas, que deveriam ser ocupadas por concursados. O Tribunal de Justiça (TJ) já havia se manifestado sobre a legislação que criou essas vagas, obrigando a prefeitura a exonerar cerca de 200 comissionados no ano passado. Atualmente, a estimativa é manter entre 90 e 100 funcionários comissionados.
Reações e Próximos Passos
A declaração polêmica gerou forte repercussão na cidade. O presidente do sindicato dos servidores, Celso Gomes Martins, acionou o departamento jurídico da entidade. Em nota oficial, a prefeitura reiterou suas desculpas e afirmou reconhecer a importância de todos os servidores, tanto efetivos quanto comissionados, para o bom funcionamento do município. Os desligamentos dos comissionados restantes serão feitos de acordo com as orientações da PGJ.



