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Prefeitura sinaliza que não irá arcar com transporte de trabalhadores

Executivo de Guatapará custeava as viagens dos munícipes que trabalham em Ribeirão
transporte de trabalhadores
Executivo de Guatapará custeava as viagens dos munícipes que trabalham em Ribeirão

Executivo de Guatapará custeava as viagens dos munícipes que trabalham em Ribeirão

Em 2009, a prefeitura de Guatapará, por meio de lei municipal, subsidiou 50% do valor da tarifa de transporte para trabalhadores e estudantes que se deslocavam até Ribeirão Preto. No entanto, este benefício foi suspenso em janeiro deste ano, deixando os usuários com o ônus integral da passagem, que custa R$ 20,00 para ir e voltar.

Impacto nos Usuários

Elisândia Rodrigues, que utiliza o transporte diariamente para trabalhar, relata dificuldades com o novo sistema. Embora a prefeitura tenha disponibilizado outros ônibus, as linhas atendem apenas o trajeto de ida no horário necessário para seu trabalho, deixando a volta por sua conta. Ela afirma: “Agora ele está cedendo o ônibus para a gente, 1 às 5 horas da manhã e 2 dias de praça. Só que só está trazendo, não está mesmo a nível. Aí ele foi assim que é pra gente esperar, deu 15 dias pra gente esperar, pra ver o que que vai fazer. Enquanto isso, vai ceder o ônibus da prefeitura pra gente ir trabalhar e pra gente ir embora e a gente tem que virar pra ir embora.”

Aspectos Legais

Paulo Patrese, advogado especialista em direito público, explica que a decisão de manter ou não o subsídio é avaliada pelo chefe do executivo, considerando a situação orçamentária. Incentivos como este, a menos que sejam estabelecidos por lei aprovada pela Câmara, são benefícios concedidos pelo poder executivo, que pode retirá-los a qualquer momento. Embora não possa ser feito de forma arbitrária e sem aviso prévio, não há garantia jurídica de sua permanência. Patrese cita exemplos semelhantes na região de Ribeirão Preto, onde prefeituras de cidades menores fornecem transporte para estudantes e trabalhadores, mas ressalta que a decisão depende da análise orçamentária e é discricionária do chefe do executivo. Ele destaca ainda que uma lei municipal só pode ser revogada pelo legislativo, mas algumas leis contêm brechas que permitem ao executivo definir o caso com base na situação financeira da prefeitura.

Situação em Guatapará

A prefeitura de Guatapará justificou a suspensão alegando que a administração anterior deixou de pagar à empresa responsável pelo transporte, gerando um débito de aproximadamente R$ 30.000,00. Considerando o déficit orçamentário municipal de R$ 12 milhões, a prefeitura afirma estar trabalhando para resolver as demandas da cidade. A situação demonstra o conflito entre a necessidade da população e as limitações orçamentárias do município, gerando impacto direto na vida dos usuários do transporte.

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