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Prefeitura suspende autorização da ProUrbano para publicidade em pontos

CPI do Transporte apontou irregularidades na colocação das propagandas
publicidade em pontos
CPI do Transporte apontou irregularidades na colocação das propagandas

CPI do Transporte apontou irregularidades na colocação das propagandas

A Prefeitura de Ribeirão Preto revogou a autorização que permitia à empresa Pró-Urbano, concessionária do transporte público, explorar publicidade nos pontos de ônibus. A decisão, anunciada pela Secretaria da Administração, atende a recomendações da CPI do Transporte, que apontou irregularidades na concessão, feita sem licitação e base legal.

Irregularidades e Consequências

A autorização concedida pelo ex-secretário Marco Antônio dos Santos, atualmente preso pela Operação Sevandígia, permitiu que a Pró-Urbano, por meio de terceirizada, lucrasse com a venda de espaços publicitários. Segundo o atual secretário da Administração, Angelo Roberto Pecini Jr., a anulação visa garantir o cumprimento da Lei Municipal da Cidade Limpa (2012), que exige lei específica para publicidade em mobiliário urbano e processo licitatório.

Prejuízos e Ações Futuras

O presidente da CPI do Transporte, vereador Marcos Papa, comemorou a decisão, afirmando que alertou a administração municipal sobre a ilegalidade por quatro anos. Ele estima um prejuízo de cerca de R$ 50 milhões aos cofres públicos, além da perda de arrecadação de impostos devido à emissão de notas fiscais fora de Ribeirão Preto. A nova lei a ser enviada à Câmara Municipal exigirá que empresas de publicidade tenham escritório na cidade e emitam notas fiscais localmente. Os recursos obtidos serão destinados à recuperação financeira da cidade.

Próximos Passos e Reação da Pró-Urbano

A prefeitura encaminhará uma nova lei para regulamentar a exploração de publicidade em mobiliário urbano, seguida de processo licitatório. Medidas serão tomadas para recuperar os recursos desviados, caso a ilegalidade seja comprovada judicialmente. A Pró-Urbano, que alegava ter autorização para explorar a publicidade e estimava receita anual entre R$ 500 mil e R$ 600 mil com a atividade, informou que acatará a determinação da prefeitura após notificação formal.

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