Ideia é construir um conjunto habitacional para levar as cerca de 30 famílias que residem na região; prazo é de cinco anos
A Prefeitura de Ribeirão Preto planeja retirar cerca de 30 famílias que residem às margens da Avenida Rio Pardo, na zona norte, para dar início à duplicação da via e à construção de novos corredores de ônibus. A intervenção abrangerá o trecho entre a Estação Barracão e a Avenida Luiz Galvão César.
Desapropriações e realocação
A desapropriação das áreas ocupadas pelas famílias é necessária para a execução do projeto de duplicação da Avenida Rio Pardo. A prefeitura pretende realocar os moradores em conjuntos habitacionais, embora ainda não haja uma data definida para o início das remoções. A negociação com o Estado para a construção desses conjuntos habitacionais está em andamento, e depende da conclusão de estudos e projetos.
Impactos e perspectivas
A duplicação da Avenida Rio Pardo, prevista para ser concluída em até cinco anos após o início do financiamento internacional, impactará diretamente moradores e comerciantes da região. Sebastião Carlos Balbino, um dos primeiros moradores a construir na área, na década de 90, expressou preocupação, mas também a expectativa de receber uma indenização justa pelo investimento e tempo dedicados à sua propriedade. Valdelice Araújo de Souza, comerciante que possui uma loja de acarajés na região, também demonstra preocupação com a perda do seu ganha-pão. Por outro lado, moradores de outras áreas, como a auxiliar de limpeza Lais Lene dos Santos, veem a obra com otimismo, esperando melhorias em suas condições de moradia.
Opiniões divergentes sobre a obra
A duplicação da Avenida Rio Pardo gera opiniões divergentes. Enquanto alguns moradores e comerciantes temem a perda de suas casas e negócios, outros, como o açougueiro Luan de Souza-Ramos, veem a obra como uma solução para os problemas de trânsito na região, que atualmente apresenta tráfego complicado, especialmente nos horários de pico. A prefeitura afirma que a Avenida Rio Pardo, em sua extensão total, é alvo de interesse para futuras iniciativas de reurbanização, sem previsão de prazo para a conclusão.



