Determinação do MPF afetaria 10 cidades da região, principalmente Rifaina, que vive do turismo
De acordo com determinação do Ministério Público Federal em Minas Gerais, quase todos os ranchos e construções às margens do Rio Grande, que corta os estados de São Paulo e Minas Gerais, poderão ser demolidos. A medida afeta imóveis em áreas de preservação permanente, construídos a menos de 30 metros do rio e próximos a hidrelétricas.
Prefeitos se unem contra demolições
Prefeitos de dez cidades, incluindo Sacramento e Delta (MG), e outras na divisa com São Paulo, estão se unindo para reverter a decisão. Eles argumentam que a demolição causará um impacto econômico devastador, afetando principalmente o turismo, principal atividade econômica de muitas dessas cidades.
Impacto econômico e social
O prefeito de Rifaina (SP), Lourenço, destaca que a cidade depende fortemente do turismo após a inundação causada pela represa, que destruiu a economia local baseada na produção de cerâmica. A demolição dos ranchos, segundo ele, seria um golpe fatal para a economia da região. As demolições já começaram em Minas Gerais, com vários proprietários recebendo intimações para deixar seus imóveis.
Próximos passos e preocupações
Os prefeitos planejam uma viagem a Brasília para discutir o assunto com o Ministério do Turismo, buscando uma solução que evite as demolições imediatas. Além disso, cidades como Delta já foram multadas por danos ambientais e falta de fiscalização, aumentando a pressão sobre os municípios. Outras cidades paulistas, como Pedregulho, Igarapá e Miguelópolis, também serão afetadas pela determinação.
A situação demonstra a complexidade do conflito entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico regional, exigindo uma solução que concilie ambos os aspectos.



