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Prefeituras do interior de São Paulo ficam estagnadas em transparência e governança pública

Prefeituras do interior de São Paulo ficam estagnadas em transparência e governança pública
transparência e governança pública
Prefeituras do interior de São Paulo ficam estagnadas em transparência e governança pública

Prefeituras do interior de São Paulo ficam estagnadas em transparência e governança pública

Um estudo recente do Observatório Social do Brasil, sediado em Franca, São Paulo, revela uma preocupante estagnação na transparência e governança pública de diversas prefeituras do interior paulista. O ranking, divulgado anualmente, avalia o desempenho dos municípios em áreas cruciais como políticas públicas, legislação, transparência de dados, participação social e combate à corrupção.

Análise dos Resultados

Pelo segundo ano consecutivo, a avaliação utilizou o Índice de Transparência e Governança Pública para analisar 16 municípios da região. Os resultados apontam para uma melhora discreta em relação ao ano anterior, com o advogado William Caram, do Observatório Social de Franca, destacando a necessidade de um esforço contínuo para auxiliar as cidades a alcançarem melhores índices. O estudo aponta que o maior problema está nas obras públicas e na transparência sobre emendas parlamentares.

Destaques e Desafios

Na edição de 2025, os cinco primeiros colocados foram Guaíra, Ribeirão Preto, Orlândia, Franca e Jardinópolis, todos classificados na categoria “regular”. As demais cidades avaliadas ficaram na categoria “ruim”. A maior nota foi de 52.8, obtida pela prefeitura de Guaíra. É importante ressaltar que a transparência não está diretamente ligada ao tamanho do município, mas sim a fatores como a atuação da sociedade civil organizada e a profissionalização da administração pública.

Accountability e Engajamento Cidadão

Bruno Silva, especialista na área, ressalta a importância da transparência e dos mecanismos de accountability, tanto horizontal (entre instituições) quanto vertical (na relação cidadão-Estado). Ele destaca a necessidade de a sociedade civil organizada cobrar os políticos e de os cidadãos terem acesso fácil e inteligível às informações públicas. Além disso, enfatiza o papel das audiências públicas como canais de pressão da sociedade em relação aos políticos.

Embora os resultados revelem um cenário de estagnação, o estudo serve como um importante diagnóstico para impulsionar melhorias na gestão pública e promover a transparência nos municípios avaliados.

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