Ouça a coluna ‘CBN Multimídia’, com Edmo Bernardes
A prática de prefeituras cederem espaços públicos para publicidade de empresas privadas em troca de manutenção tem se tornado comum, inclusive em Ribeirão Preto. Mas será que essa troca é realmente vantajosa para ambos os lados?
A Privatização na Manutenção de Espaços Públicos
A ideia de privatização, que surgiu há muitos anos, se baseia na premissa de que a iniciativa privada pode suprir as necessidades que o poder público não consegue atender. No entanto, essa dinâmica pode gerar um ônus para o cidadão, que já paga impostos para a manutenção desses espaços. A população anseia por ordem, segurança e beleza nos locais públicos.
O Marketing Institucional e o Retorno para as Empresas
A população demonstra disposição em pagar por serviços de conservação e preservação, como a manutenção de áreas verdes e a redução da poluição. Quando uma empresa assume a responsabilidade por cuidar de praças e parques, ela conquista a admiração da comunidade, gerando um retorno em termos de marketing institucional. Um exemplo disso são as praças na Avenida Zeadolfo Bianco Molina, em Ribeirão Preto, que são mantidas pela iniciativa privada e muito frequentadas pela população.
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A Imagem da Empresa e a Decisão de Compra
Atualmente, as empresas precisam se preocupar com sua imagem perante o público. Não basta apenas oferecer produtos e serviços, mas também demonstrar que são corretas e socialmente responsáveis. Essa postura influencia a decisão de compra do consumidor, que tende a valorizar empresas que se preocupam com o meio ambiente, a limpeza urbana e outras questões relevantes para a sociedade.
Em Ribeirão Preto, muitas empresas já contribuem para a manutenção da cidade de forma anônima, demonstrando um genuíno interesse em ajudar. Essa colaboração é fundamental, pois o poder público nem sempre consegue arcar com todas as demandas. A iniciativa privada se torna um parceiro essencial na busca por uma cidade mais agradável e bem cuidada.



