A presença feminina em cargos de liderança nas empresas brasileiras vem crescendo nos últimos anos. Um levantamento da Grant Thornton aponta que as mulheres ocupam cerca de 37% dos cargos de gestão no país.
No estado de São Paulo, histórias de empresárias que comandam grandes negócios mostram como esse protagonismo vem se consolidando no mercado corporativo. Apesar dos avanços, especialistas destacam que ainda existem desafios importantes, como barreiras culturais e a dificuldade de conciliar carreira e vida familiar.
Liderança
À frente de uma empresa de mobiliário de alto padrão, a empresária Maura Robuste destaca o papel das mulheres na gestão. Segundo ela, na companhia que lidera, todos os cargos de gestão são ocupados por mulheres.
“Hoje, em nossa empresa, 100% dos cargos de gestão são ocupados por mulheres. Temos um time incrível de gestoras, com visão estratégica e muita paixão pelo que fazem”, celebra Maura.
A empresária afirma que um dos maiores desafios ainda é manter o equilíbrio entre a vida profissional e familiar.
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Outro exemplo de liderança feminina é o da empresária Kelly De Nins, que há mais de três décadas está à frente de uma indústria de tintas com atuação nacional. Segundo ela, liderar uma empresa envolve desafios constantes, desde decisões estratégicas até a gestão de equipes.
Para a empresária, o crescimento da presença feminina nas empresas não deve ser visto como competição, mas como ampliação de perspectivas na gestão.
Desafios
De acordo com especialistas em comportamento organizacional, algumas características frequentemente associadas à liderança feminina ajudam a explicar o avanço das mulheres em cargos estratégicos. Segundo a psicóloga organizacional Vitalino, líderes mulheres tendem a apresentar maior capacidade de comunicação, escuta e construção de confiança nas equipes.
Mesmo assim, ela ressalta que muitas profissionais ainda enfrentam obstáculos para chegar aos níveis mais altos das organizações. Entre os principais desafios estão a cultura de empresas tradicionalmente masculinas e a chamada dupla jornada, que envolve a conciliação entre carreira, maternidade e responsabilidades domésticas.



