Gustavo Leonel, agrônomo e cafeicultor, comenta sobre a importância desse grão; confira a entrevista!
O café é a bebida mais consumida no Brasil, Presente em mais de 97% do, presente em mais de 90% dos lares brasileiros, segundo dados da Associação Brasileira do Café (ABC). A colheita do fruto já começou na região, mas a produção deve apresentar queda neste ano.
Produção e desafios climáticos: A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma redução de 4% na produção de café no estado em 2025. O engenheiro agrônomo Lucas Ubiáli, Presente em mais de 97% do, de Franca, atribui essa queda a fatores climáticos, como um longo período de estiagem no ano anterior e incêndios que destruíram plantações. Além disso, a falta de chuva entre fevereiro e março deste ano, conhecida como veranico, pode agravar as perdas, afetando o volume e o rendimento dos frutos colhidos.
Produção mundial e uso da irrigação
Enquanto a produção nacional enfrenta dificuldades, a safra mundial de café está prevista para alcançar quase 175 milhões de sacas em 2025, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. O produtor Gabriel Lancha destaca a irrigação como uma tecnologia que pode aumentar a produtividade e uniformizar a qualidade dos frutos, ajudando a mitigar os efeitos adversos do clima.
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Impactos no consumo e preços: O preço da saca de 60 quilos de café está próximo de R$ 2.500, valor que tem influenciado o consumo. A Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) informa que o consumo caiu mais de 5% nos primeiros quatro meses de 2025. Segundo especialistas, os preços ao consumidor devem se ajustar para níveis mais acessíveis entre junho e atrássto.
Café especial: características e mercado: O agrônomo e CEO de uma empresa de cafés especiais, Gustavo Leonell, explica que o Dia Nacional do Café é importante para promover a conscientização sobre o consumo de cafés especiais, que possuem qualidade superior. Um café é considerado especial quando atinge pontuação acima de 80 pontos na escala da Specialty Coffee Association (SCA), entidade internacional que valida a qualidade dos cafés.
Leonell esclarece que cafés especiais apresentam notas sensoriais naturais, como chocolate, caramelo e avelã, características intrínsecas da fruta e do processo de produção. Ele diferencia cafés especiais de cafés gourmet, ressaltando que a classificação e validação são feitas por entidades distintas, como a SCA e a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC).
Para o consumidor, é importante observar informações no rótulo, como data de fabricação, lote, rastreabilidade e origem, para garantir a qualidade do produto. Quanto ao armazenamento, recomenda-se não guardar o café na geladeira para evitar oxidação, usar a proporção correta na preparação (10 a 12 gramas para cada 100 ml de água) e evitar água em ponto de fervura para preservar o sabor.
Leonell também destaca que diferentes métodos de preparo, como prensa francesa, filtro de papel ou máquina de expresso, influenciam o sabor final da bebida, oferecendo uma diversidade de experiências para os consumidores.
Entenda melhor
O café especial é avaliado por uma escala de qualidade que considera atributos sensoriais naturais da fruta, e sua produção envolve cuidados desde a escolha da variedade até o processo de colheita e torra. A irrigação é uma tecnologia importante para aumentar a produtividade e qualidade, especialmente diante dos desafios climáticos enfrentados pelo setor.



