Gerson Engracia Garcia falou que atraso é de apenas 17 dias e não de três meses, como Moradei e Ciro Sena levaram à Justiça
As recentes notícias envolvendo os jogadores Moradei e Ciro Sena e o Botafogo têm gerado discussões no meio esportivo. O presidente do clube, Gérson Garcia, concedeu entrevista para esclarecer a situação e apresentar a versão do clube sobre as alegações dos atletas.
A Ação Judicial e a Posição do Botafogo
Segundo Gérson Garcia, o Botafogo ainda não recebeu oficialmente a ação judicial movida pelos jogadores. Assim que a notificação for recebida, o departamento jurídico do clube tomará as devidas providências para analisar o caso e preparar a defesa. O presidente ressaltou que, até o momento, o clube tem conhecimento apenas da versão apresentada pelo advogado dos atletas na mídia.
Alegações dos Jogadores e a Resposta do Clube
Os jogadores alegam que possuíam salários e direitos de imagem atrasados e que estariam treinando separadamente do restante do grupo. Gérson Garcia negou veementemente essas alegações, afirmando que Moradei e Ciro Sena treinavam com o grupo, seguindo as mesmas rotinas e utilizando os mesmos recursos que os demais atletas. O presidente enfatizou que o clube discorda do valor da ação, que gira em torno de R$ 900 mil, e que aguardará a análise das instituições competentes para determinar o que é justo.
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Tentativa de Acordo e Próximos Passos
Gérson Garcia revelou que o Botafogo tentou um acordo com os jogadores, mas não obteve sucesso. Ele admitiu que houve um atraso de 17 dias no pagamento dos salários e direitos de imagem referentes ao mês de abril, tanto para Moradei e Ciro Sena quanto para outros atletas do elenco. O presidente explicou que essa situação é reflexo das dificuldades financeiras enfrentadas não apenas pelo Botafogo, mas por diversos clubes brasileiros, em um cenário de falta de patrocínio e recursos.
O próximo passo para o Botafogo é aguardar o recebimento da ação judicial e apresentar sua defesa perante a justiça do trabalho. O clube confia nas instituições para analisar o caso de forma imparcial e determinar o que é devido, evitando discussões jurídicas prematuras na imprensa.



