Justiça havia afastado o prefeito eleito, e o vice, que chegou a assumir o posto, deixou o cargo; votação é nesta quinta (4)
A Câmara Municipal de Takuari Tinga realiza amanhã, às 19h30, uma sessão extraordinária que definirá o novo prefeito em exercício da cidade e também o presidente da mesa diretora. A votação foi convocada após uma sequência de afastamentos e renúncias que deixou o município sem titular no Executivo.
Sessão e votação na Câmara
A necessidade de eleição decorre do afastamento, pela Justiça, do prefeito Vandelejos de Mársico. O prefeito em exercício, Luís Fernando Coelho da Rocha, renunciou ao cargo um mês após assumir. O presidente da Câmara, Vals Circonceição Zacariz, recusou-se a assumir a prefeitura e, diante da recusa, teve de renunciar à presidência da Casa, embora possa permanecer como vereador.
Com a vaga aberta, a sessão desta quinta-feira vai eleger o novo prefeito em exercício e o novo presidente da mesa diretora. O candidato escolhido será empossado automaticamente durante a mesma sessão e assumirá imediatamente como prefeito em exercício de Takuari Tinga. Segundo a Câmara, os vereadores têm até o meio-dia desta quinta-feira para formalizar candidaturas.
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Prazos eleitorais e possíveis estratégias
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que a renúncia de Luís Fernando Coelho da Rocha pode constituir estratégia para possibilitar sua candidatura nas eleições deste ano. Pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), agentes públicos que desejem concorrer têm até a próxima sexta-feira para realizar a descompatibilização — o afastamento prévio das funções.
O primeiro turno das eleições está marcado para 6 de outubro, e a definição interna na Câmara poderá determinar quem ficará à frente do Executivo municipal até a posse do eleito no pleito.
Investigações e inconsistências nas contas
O prefeito afastado, Vandelejos de Mársico, e o secretário municipal da Fazenda, Carlos Fernando Montagnoli (conhecido como Kua-ri-tinga), foram afastados e denunciados no ano passado. Ambos são investigados por improbidade administrativa e por supostos danos ao erário.
Segundo a investigação, houve inconsistências nas contas da prefeitura relativas a 2022: o saldo contabilizado chegou a apontar mais de R$ 77 milhões, enquanto os extratos bancários demonstraram cerca de R$ 6 milhões — diferença que, conforme os levantamentos, corresponde a uma redução de 30,55% na receita corrente líquida do município.
A expectativa é de que a sessão de amanhã ponha fim ao impasse temporário e estabeleça a administração provisória até que ocorram os desdobramentos eleitorais e judiciais.



