Presidente da Câmara, Isaac Antunes, critica Sindicato dos Servidores: “bando de desocupados”
A política em Ribeirão Preto está em ebulição. A sessão da Câmara Municipal desta quarta-feira foi marcada por intensos debates e acusações entre vereadores e membros do sindicato dos servidores municipais. O clima tenso culminou em troca de ofensas e ameaças de processos judiciais.
Acusações e Confrontos na Câmara
O presidente da Câmara, Isaac Antunes, e o líder do governo, Lincoln Fernandes, não pouparam palavras ao se dirigir aos sindicalistas. Antunes chegou a chamar os membros do sindicato de “desocupados” e insinuou corrupção na entidade. Fernandes, por sua vez, acusou o sindicato de ter “roubado a cidade” no passado. As declarações inflamadas ocorreram após a aprovação da reforma administrativa da prefeitura, que gerou forte oposição por parte dos servidores.
Reforma Administrativa no Centro da Disputa
A reforma administrativa proposta pela prefeitura é o principal motivo da discórdia. A medida cria novas secretarias, modifica nomes de outras e extingue cargos comissionados, ao mesmo tempo em que cria novos. A oposição, liderada por vereadores como André Rodini e as vereadoras Didi Hidalgo, Judete Zili e Perla Miller, critica a falta de diálogo na elaboração do projeto e questiona o impacto financeiro da reforma. Eles alegam que a proposta não cumpre acordos de campanha e desrespeita os servidores públicos de carreira.
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Reação do Sindicato e Próximos Passos
O presidente do sindicato dos servidores municipais, Valdir Avelino, lamentou a postura dos vereadores e a falta de preparo para receber críticas. Ele defendeu o direito de manifestação dos servidores e criticou as ofensas proferidas contra a entidade. A presidência da Câmara, em nota, justificou as declarações como direcionadas à instituição sindical, que, segundo a nota, tem atrapalhado os trabalhos legislativos. O caso promete gerar novos desdobramentos, com a possibilidade de ações judiciais e a continuidade dos debates acalorados na Câmara Municipal.
O cenário político local permanece agitado, com a reforma administrativa como foco central das discussões e tensões entre os diferentes atores envolvidos.