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Presidente da União dos Vereadores de SP nega participação na ‘Máfia da Merenda’

Preso na segunda fase da Operação Alba Branca, Sebastião Misiara foi solto e diz que vai colaborar
Máfia da Merenda
Preso na segunda fase da Operação Alba Branca, Sebastião Misiara foi solto e diz que vai colaborar

Preso na segunda fase da Operação Alba Branca, Sebastião Misiara foi solto e diz que vai colaborar

Sebastião Misiara, figura central na investigação de fraude na merenda escolar que abala o estado, negou veementemente qualquer envolvimento no esquema. Ao chegar para depor na delegacia de Bebedouro, ele concedeu entrevista à IPTV, afirmando nunca ter intermediado negociações em nome de empresas ou se beneficiado de propinas.

Acusações e Negações

As acusações contra Misiara ganharam força após três investigados o apontarem como o responsável por agenciar contratos com quatro municípios e com a Secretaria Estadual de Educação. No entanto, Misiara, que também é dirigente da Uvesp, refuta as alegações de recebimento de propina e intermediação de contratos, declarando que irá colaborar com a justiça, mas sem firmar acordo de delação premiada. “Até dizer que eu sou inocente, vítima dessa situação”, declarou Misiara, questionando as alegações de que seria o “braço político” do grupo, algo que ele nega categoricamente.

Liberações e Próximos Passos

Misiara e seus dois sobrinhos, Emerson Girarde e Luísio Girarde Cardoso, foram liberados entre terça e quarta-feira, após o término da prisão temporária, conforme informou o promotor de justiça Leonardo Romanelli. Além deles, o empresário de Campinas, Joaquim Geraldo Pereira da Silva, também deve ser liberado após prestar depoimento. Todos estavam detidos desde 29 de março, com as prisões temporárias prorrogadas por mais cinco dias.

O Esquema e as Investigações

A investigação do esquema de fraude na merenda escolar teve início no ano passado. O Ministério Público apurou que a Coaféa firmou contratos de pelo menos R$ 7 milhões com 21 prefeituras e o governo estadual entre 2014 e 2015. Os contratos, destinados ao fornecimento de alimentos e sucos de laranja para a merenda escolar, tinham parte do valor desviado para o pagamento de intermediários e agentes públicos, que facilitavam ou fraudavam as licitações em benefício da cooperativa. As propinas, segundo o Ministério Público, variavam entre 10 e 30% do valor dos contratos, sendo acrescidas ao preço final, gerando um superfaturamento dos produtos.

As investigações também apontam para a utilização indevida de nomes de produtores rurais de Itápolis pela Coaféa, sem o conhecimento dos mesmos. O processo envolve cerca de 40 produtores da agricultura familiar, muitos dos quais sequer tinham conhecimento da existência da cooperativa.

O caso segue em investigação, buscando esclarecer todos os detalhes do esquema e responsabilizar os envolvidos.

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