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Presidente da Voepass diz que aeronave que caiu em Vinhedo passou por manutenção na noite anterior

Segundo José Luis Felício Filho, o ATR-72 estava apto a voar; piloto prestou esclarecimentos na Câmara Federal
Presidente da Voepass diz que aeronave
Segundo José Luis Felício Filho, o ATR-72 estava apto a voar; piloto prestou esclarecimentos na Câmara Federal

Segundo José Luis Felício Filho, o ATR-72 estava apto a voar; piloto prestou esclarecimentos na Câmara Federal

O presidente da Voipás Linhas Aéreas, Presidente da Voepass diz que aeronave, José Luiz Felício Filho, afirmou na Câmara dos Deputados que a aeronave que caiu em Vinhedo, na região de Campinas, no dia 9 de atrássto, estava plenamente operacional e havia passado por manutenção na noite anterior ao acidente. A queda resultou na morte de quatro tripulantes e 58 passageiros.

Detalhes da manutenção e operação da aeronave

Felício Filho negou a declaração do ex-comandante da empresa, Rui Guardiola, que afirmou em entrevista à TV Globo ter usado um palito para acionar o sistema antigelo de uma aeronave do mesmo modelo que caiu. O presidente da Voipás classificou essa prática como inadmissível e disse que, se confirmada, resultaria em demissão sumária do técnico de manutenção ou do piloto responsável.

Hipóteses investigadas: Uma das hipóteses levantadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para a queda é o acúmulo de gelo em partes do avião. O relatório preliminar do Cenipa, divulgado em 6 de setembro, indicou que os pilotos não reportaram qualquer emergência à torre de controle durante o voo.

Operação da companhia após o acidente: Após o acidente, a Voipás cancelou diversas rotas pelo país, justificando a decisão pela baixa temporada e redução no número de passageiros. Felício Filho também mencionou um “encolhimento programado” e afirmou que o período foi utilizado para reforçar o treinamento de funcionários e a manutenção das aeronaves. Fontes da CBN Ribeirão e CBN Campinas confirmaram aumento na movimentação de aviões no hangar de manutenção em Ribeirão Preto, com aeronaves realizando voos curtos para inspeção.

Questões sobre combustível e altitude: O presidente da Voipás informou que o avião tinha combustível suficiente para voar de Cascavel (Paraná) até Guarulhos a 10 mil pés, altitude mais baixa que poderia ajudar a evitar a formação de gelo. Questionado sobre se a redução da altitude poderia ter evitado o acidente, Felício preferiu não comentar, afirmando que o Cenipa trará as respostas e que não gostaria de especular por respeito às vítimas e familiares.

Informações adicionais

A comissão da Câmara dos Deputados deve realizar uma vistoria no hangar de manutenção da Voipás em Ribeirão Preto no dia 28 de novembro. O objetivo é verificar as condições da manutenção das aeronaves e propor legislações mais efetivas para a segurança da aviação civil. As investigações do Cenipa podem levar vários meses para serem concluídas.

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