Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
O trágico acidente aéreo que vitimou o presidenciável Eduardo Campos e outras pessoas comoveu o país e levantou diversas questões sobre a segurança da aviação. Para entender melhor o contexto da aeronave envolvida, conversamos com Paulo Madeira, presidente do aeroclube de Ribeirão Preto, que conhecia o avião e sua tripulação.
A Aeronave: Tecnologia e Segurança
Segundo Paulo Madeira, a aeronave era moderna e segura, um modelo cobiçado por pilotos. “É um avião que todo piloto sonha em pilotar. O piloto sonha em chegar na carreira a esse nível de voar uma aeronave dessa”, afirmou. Ele destacou a tecnologia embarcada de ponta, o conforto e a confiabilidade da marca, ressaltando que a carga de trabalho da tripulação é menor em comparação com aeronaves mais antigas.
Manutenção e Tempo de Inatividade
Questionado sobre o fato de a aeronave ter ficado parada por um período, Madeira explicou que isso é comum, dado que os proprietários costumam ser pessoas ocupadas. No entanto, ele garantiu que a manutenção é rigorosa e realizada por hora voada ou tempo, seguindo as normas dos fabricantes e da ANAC. “Se não voar dentro daquele tempo, ela tem que passar pelas manutenções. Então isso não muda nada”, esclareceu.
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O Impacto da Tragédia
Madeira expressou sua tristeza com o acidente, independentemente da proximidade com Ribeirão Preto. “Sempre um acidente é muito triste. Porque a gente está vivendo isso no dia a dia e com certeza foi um irmão que se foi lá”, lamentou. Ele ressaltou a importância da aviação para salvar vidas, mencionando o transporte de mantimentos e órgãos para transplantes, mas reconheceu que acidentes são um custo alto a ser pago. Para ele, a ocorrência foi uma fatalidade, algo que foge ao controle, mesmo com todo o profissionalismo e treinamento dos pilotos.
Embora a aviação seja fundamental e segura, imprevistos acontecem. A perícia da ANAC deverá trazer mais informações sobre as causas do acidente.



