Liminar atende a um pedido de sindicatos de professores do Estado de São Paulo
Suspensão das aulas presenciais em São Paulo: Justiça prioriza a vida
Decisão judicial e seus impactos
O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu temporariamente a volta às aulas presenciais nas escolas estaduais e municipais, incluindo as particulares. A previsão inicial era o retorno no dia 1º de fevereiro, adiado para o dia 8 com 35% da capacidade. A decisão impacta também as atividades complementares, como a merenda escolar, que estavam previstas para o dia 1º.
Preocupações com a saúde e segurança
Em seu despacho, a juíza Simone Gomes argumentou que, embora a educação seja um direito fundamental, o direito à vida deve prevalecer. Considerando o contexto da pandemia, com professores majoritariamente não vacinados, a volta às aulas presenciais poderia aumentar o número de infectados e mortes. A liminar atendeu a um pedido dos sindicatos de professores do estado de São Paulo (representado pela P.O.S.P.).
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Divergência de opiniões e próximos passos
Há divergências quanto ao retorno às aulas presenciais. Márcio Silva, presidente do Conselho Municipal de Educação de Ribeirão Preto, concordou com a decisão judicial, destacando a falta de estrutura adequada nas escolas e padrões de higiene abaixo do recomendado. Por outro lado, o governo do estado, a prefeitura de Ribeirão Preto e escolas particulares defendem que o prejuízo de manter os alunos em casa supera os riscos do retorno, citando exemplos de outros países que mantiveram as aulas presenciais. A emissora convida os ouvintes a participarem do debate, expressando suas opiniões sobre o assunto.



