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Presidente do Hospital de Amor de Barretos relata aumento na espera da fila para tratamento de câncer

Alguns leitos de tratamentos oncológicos foram destinados para o combate da pandemia da Covid-19
Câncer Barretos
Alguns leitos de tratamentos oncológicos foram destinados para o combate da pandemia da Covid-19

Alguns leitos de tratamentos oncológicos foram destinados para o combate da pandemia da Covid-19

O presidente do Hospital de Amor de Barretos, Henrique Prata, concedeu entrevista ao Giro CBN e relatou os impactos da pandemia na instituição. Aumento significativo de leitos COVID-19 afetou diretamente o atendimento oncológico.

Impacto da Pandemia no Hospital de Amor

Em 2020, o hospital contava com cerca de 60 leitos para pacientes com COVID-19. Em 2021, esse número saltou para 110, após um aumento de 500 leitos de UTI, ainda insuficiente para atender à demanda. Prata destacou a dificuldade financeira enfrentada pela instituição, com verbas federais e estaduais insuficientes para cobrir os custos, especialmente o pagamento de contas relacionadas ao tratamento intensivo (UTI).

Desafios Financeiros e de Recursos

O entrevistado apontou o desvio de recursos públicos destinados à saúde como um dos principais problemas. Relatou que, apesar da verba federal destinada a leitos COVID-19 em 2020, uma parcela significativa não chegou ao hospital. A situação se agravou em 2021, com o baixo investimento do governo estadual em saúde de alta complexidade. A falta de recursos impacta diretamente a capacidade de atendimento, gerando preocupações quanto à sustentabilidade do hospital.

Equilíbrio entre o Atendimento Oncológico e COVID-19

Apesar dos desafios, o Hospital de Amor tem buscado equilibrar o atendimento oncológico e o tratamento de pacientes com COVID-19. Houve um aumento no tempo de espera para alguns procedimentos, mas nenhum paciente deixou de receber tratamento. A instituição mantém o atendimento de casos urgentes e prioritários, buscando soluções para minimizar os impactos da pandemia na assistência aos pacientes com câncer.

A entrevista finaliza com a ênfase na necessidade de maior apoio governamental e na importância dos cuidados individuais para conter o avanço da COVID-19, com o relato da experiência positiva do hospital em relação à baixa contaminação entre os colaboradores devido às medidas de segurança implementadas.

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