José Eduardo Rodrigues foi o único a se manifestar contra o retorno do futebol; cartola lamenta ‘submissão’ dos clubes
Presidente do Rio Preto Sport Club defende paralisação do campeonato paulista
Situação crítica em São José do Rio Preto
José Eduardo Rodrigues, presidente do Rio Preto Sport Club, foi o único dirigente a se posicionar a favor da paralisação do Campeonato Paulista nas reuniões da semana passada. Em entrevista, ele explicou que a decisão se baseia na gravidade da situação sanitária em São José do Rio Preto e no Brasil, com um surto de Covid-19 afetando oito atletas do seu clube e seus familiares. Rodrigues afirma que a reunião para prorrogar o calendário foi inútil, defendendo o adiamento para o segundo semestre.
Inviabilidade do protocolo e auxílio emergencial
O presidente criticou o protocolo sanitário da Federação Paulista de Futebol, copiado de campeonatos europeus, argumentando que os testes não imunizam e que a transmissão do vírus para familiares de atletas é uma realidade. Ele considera inviável a aplicação de um sistema de “bolha”, como o da NBA, devido às diferenças financeiras entre os clubes brasileiros e americanos. Rodrigues também solicitou auxílio emergencial à federação para os clubes, mas o pedido foi negado. Ele propôs alternativas como regionalização do campeonato para reduzir custos, mas essas sugestões também não foram aceitas.
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Desigualdade e falta de apoio
Rodrigues expressou sua decepção com a falta de apoio dos demais dirigentes, criticando a falta de unanimidade na decisão pela continuidade do campeonato e a desigualdade no tratamento entre clubes grandes e pequenos. Ele destacou a situação financeira difícil dos clubes do interior, impossibilitados de gerar receita com torcida e outras atividades. A impossibilidade de treinar devido ao lockdown em São José do Rio Preto também coloca o Rio Preto em desvantagem técnica caso o campeonato seja retomado.
A entrevista de José Eduardo Rodrigues revela a preocupação dos clubes menores com a saúde dos atletas e a necessidade de auxílio financeiro em meio à pandemia. A falta de apoio da Federação Paulista e a desigualdade no tratamento entre clubes geram questionamentos sobre a gestão do futebol paulista.



