Empresa que tinha contrato de licitação milionário com com o Daerp é alvo de CPI na Câmara Municipal
Fraude milionária no contrato da ERP
O contrato entre o Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (DAERP) e a empresa AEG Saneamento, inicialmente orçado em R$ 69 milhões, teve aditivos que elevaram o valor final para R$ 88 milhões. A fraude na relação entre DAERP e AEG já foi comprovada, e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) investiga agora os detalhes da roubalheira.
Depoimentos sob ameaça
O presidente da AEG, Milton Amadeu, e o diretor financeiro, Flávio Crivelari, foram convocados para depor hoje. O vereador Marcos Papa, presidente da CPI, esperava colaboração, comparando a situação com a Lava Jato. Entretanto, Amadeu e Crivelari conseguiram habeas corpus preventivo, o que significa que não são obrigados a dizer a verdade durante seus depoimentos.
Direito de defesa versus transparência
Marcos Papa afirma que a atitude dos executivos da AEG causou estranheza, mas reconhece o direito à ampla defesa. Ele espera, mesmo assim, que os executivos colaborem para que os métodos fraudulentos sejam compreendidos e que os erros sejam reconhecidos. Os depoimentos estão marcados para as 16h de hoje no Salão Nobre da Câmara Municipal de Ribeirão Preto.
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Os depoimentos de hoje na CPI podem trazer esclarecimentos importantes sobre a fraude milionária no contrato do DAERP. A concessão do habeas corpus preventivo, no entanto, adiciona um obstáculo à busca pela transparência. A expectativa é que, apesar das dificuldades, a CPI consiga desvendar os detalhes da fraude e responsabilizar os envolvidos.


