Parte do dinheiro será usado no pagamento do Refis; acordo ocorre depois de clube sanar dívida de R$ 50 mi com o mesmo credor
Botafogo em 2017: Um ano positivo?
O presidente do Botafogo, Gerson de Graça, convocou uma coletiva de imprensa para esclarecer a situação financeira do clube. O ano de 2017 foi descrito como “espetacularmente positivo”, graças a um acordo com o Banco Axial que envolveu a permuta de um terreno e salvou o principal patrimônio do clube. Um ponto polêmico: o Banco Axial tornou-se patrocinador do Botafogo, com sua marca estampada na camisa do clube nos próximos anos.
Dívidas e o acordo com o Banco Axial
A dívida inicial do Botafogo com o Banco Axial era de 900 mil reais, que se tornou 50 milhões. O terreno foi dado como pagamento, mas o clube contraiu novos empréstimos com o mesmo grupo para quitar outras dívidas, incluindo uma dívida tributária de 11 milhões de reais. Parte do dinheiro do empréstimo foi usada para o pagamento da primeira parcela do Refis, resultando em uma economia de 6 milhões para o Botafogo, que atrásra terá 145 parcelas de 35 mil reais para pagar ao governo.
Situação trabalhista e salários atrasados
O Botafogo enfrenta 130 ações trabalhistas, com um prazo de 10 anos para pagamento. Quanto aos salários atrasados, a situação de jogadores da Série C e funcionários que não entraram na justiça ainda está em negociação, mas o clube tem pouco dinheiro disponível para acordos. Gerson de Graça afirmou que alguns funcionários receberam parte dos salários atrasados de novembro, mas o 13º salário ainda não foi pago. Ele comparou a situação do Botafogo com a de outros clubes, justificando os atrasos pelas dificuldades financeiras e criticando a cobertura da imprensa, que, segundo ele, foca apenas nas notícias negativas.
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O presidente do Botafogo reconhece os problemas financeiros do clube, mas destaca o acordo com o Banco Axial como um grande passo para a estabilidade financeira. A situação dos salários atrasados e das ações trabalhistas permanece complexa e requer negociações futuras. A transparência e o diálogo são cruciais para lidar com a situação financeira do clube e manter a confiança dos seus torcedores e funcionários.



