MP quer colher informações sobre pagamento de propina e lavagem de dinheiro em licitações para o Daerp
A quinta fase da Operação Cevandija, em Ribeirão Preto, resultou na prisão de André Luiz Teixeira (gerente financeiro da Aeg), Telma Regina Alves (namorada de Marco Antônio dos Santos) e Murilo Pires (apontado como laranja). Presos na terça-feira, eles começaram a ser ouvidos na tarde de ontem para justificar a prisão preventiva.
Argumentos do Ministério Público
O Ministério Público baseou a solicitação de prisão em dois argumentos principais: o pagamento de propina após o início das investigações, especialmente a Marco Antônio dos Santos, e a falta de colaboração de investigados, alegando que a prisão preventiva evitaria a ocultação de informações.
Detalhes do Esquema de Corrupção
O promotor Leonardo Romanelli, do Gaeco, detalhou o esquema de distribuição de propina via Aeg e outras empresas, algumas consideradas de fachada. Os valores pagos, oriundos de recursos municipais, totalizaram R$ 58 milhões (de um contrato de R$ 68 milhões em 2015), envolvendo três esquemas distintos: um com empresa de saneamento e subsidiária (Mato Grosso); outro com a empresa de consultoria Gmf; e um terceiro com uma empresa laranja. Das empresas citadas, apenas a Quiron e a Gmf se manifestaram até o momento.
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Desdobramentos e Próximos Passos
O Ministério Público solicitou a transferência de Marco Antônio dos Santos para Ribeirão Preto, para facilitar os depoimentos. A Aeg negou irregularidades e oferece assistência jurídica a André Luiz Teixeira. As defesas de Telma Alves e Murilo Pires não foram localizadas. Investigadores do Gaeco e da PF recolheram provas e computadores nas empresas em Campinas, buscando identificar os beneficiários do esquema de corrupção.



