Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
O pagamento por serviços ambientais (PSA) surge como um novo mecanismo para conservar a natureza, incentivando ações de preservação. Em vez de explorar recursos naturais, proprietários rurais, por exemplo, recebem por manter áreas preservadas, contribuindo para um meio ambiente mais saudável.
Como funciona o PSA?
Imagine um sitiante com terras às margens de um rio que abastece uma cidade. Se a água começar a ficar escassa ou poluída, a recuperação da bacia hidrográfica se torna essencial. O sitiante, ao invés de usar sua terra para atividades que prejudiquem o rio, pode receber por recuperar a mata ciliar, melhorando a qualidade da água. Ele deixa de ter o lucro imediato da exploração da terra, mas recebe pela prestação de um serviço ambiental essencial para a sociedade.
Desafios e Benefícios
Embora possa haver embates entre ruralistas e ambientalistas, o PSA apresenta vantagens para quem recebe o pagamento, compensando financeiramente a preservação ambiental. Projetos como o “produtor de água”, da Agência Nacional de Águas, já demonstram sucesso em diversas regiões do Brasil, como em Extrema (MG). Esses projetos, além do pagamento, oferecem suporte técnico, mudas e acompanhamento, garantindo o sucesso da iniciativa. Os contratos têm validade de cinco anos, normalmente renováveis.
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O PSA, apesar de recente no Brasil, já mostra resultados positivos em vários países. A disseminação dessa prática é fundamental para a recuperação ambiental em diversas regiões do país, beneficiando toda a população. A experiência demonstra que vale a pena investir nesse tipo de projeto, que combina preservação ambiental com compensação financeira para os proprietários rurais.



