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O Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril, serve como um alerta para a crescente prevalência dessa condição no Brasil e no mundo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, houve um aumento de 14% na prevalência da hipertensão entre 2006 e 2016. A hipertensão, caracterizada por medidas repetidas de pressão arterial iguais ou superiores a 14 por 9, exige atenção médica imediata.
Prevalência e Desconhecimento
Estudos revelam um cenário preocupante. Uma pesquisa em Ribeirão Preto mostrou que apenas 17% dos entrevistados sabiam que a hipertensão é um fator de risco para agravar ou causar doenças. No Canadá, metade da população avaliada desconhecia sua condição hipertensa. Atualmente, estima-se que cerca de 30% dos adultos e 3 a 5% de crianças e adolescentes sofram de hipertensão, resultando em mais de 35 milhões de pessoas no Brasil.
Diagnóstico e Tratamento: Uma Realidade Inquietante
Embora se estime que metade da população brasileira com hipertensão tenha o diagnóstico, apenas 25% estão em tratamento regular. Essa falta de tratamento adequado representa um risco significativo, considerando que a hipertensão é o principal fator de risco para doenças cardíacas, derrames e problemas renais. A hipertensão arterial, muitas vezes assintomática, é uma “assassina silenciosa”, tornando-se ainda mais perigosa pela sua natureza frequentemente desconhecida.
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Ações Necessárias
A adoção de medidas como a aferição rotineira da pressão arterial em postos móveis de atendimento, prática comum em outros países, poderia auxiliar na detecção precoce e no tratamento da hipertensão. A conscientização da população sobre a importância do diagnóstico e do tratamento regular é fundamental para reduzir o impacto dessa condição. Não ignore sua saúde: meça regularmente sua pressão arterial e procure ajuda médica caso necessário.