Ouça o segundo bloco do programa deste sábado (3)
Neste sábado, 3 de setembro, o programa abordou o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização e combate ao suicídio. Participaram a psicóloga Daniela Zeote, o coordenador do Centro de Valorização da Vida (CVV) Francisco Carlos Basílio Cardoso e o médico psiquiatra Tiago Apolinário.
A Importância da Divulgação na Mídia
A discussão central girou em torno do papel da mídia na cobertura de suicídios. Enquanto alguns defendem a restrição da divulgação para evitar o contágio, outros argumentam que a conscientização pública é fundamental. A psicóloga Daniela destacou a importância da desmistificação do suicídio, comparando-o a outras doenças como o câncer de mama, onde a informação e a prevenção são amplamente divulgadas. A omissão, segundo ela, contribui para o estigma em torno do tema.
Prevenção e Fatores de Risco
Os especialistas enfatizaram a necessidade de focar na prevenção e na identificação de fatores de risco. A remoção de objetos que possam ser usados em tentativas de suicídio (armas, medicamentos, etc.), a supervisão de pessoas com histórico de pensamentos suicidas e a busca de ajuda profissional foram pontos cruciais. Um conceito importante abordado foi o “suicídio paradoxal”, onde a melhora inicial de um quadro depressivo pode, paradoxalmente, aumentar o risco, pois a pessoa recupera energia para colocar em prática um plano suicida previamente elaborado. A família deve estar atenta a essa fase de recuperação.
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O Papel do CVV e a Campanha Setembro Amarelo
O programa também destacou o trabalho do CVV, que oferece suporte telefônico (141 ou 3636-4111) e atendimento presencial. A campanha Setembro Amarelo, com o apoio do Ministério da Saúde, tem ampliado sua abrangência ao longo dos anos. A importância de falar abertamente sobre suicídio, sem sensacionalismo, foi ressaltada, assim como a necessidade de evitar a divulgação de métodos utilizados em suicídios. A prevenção, a conscientização e a busca por ajuda foram os pontos principais.
A conversa finalizou com a mensagem de que a atenção, a escuta e a busca por ajuda profissional são essenciais para prevenir o suicídio. A participação aberta e sem julgamentos é fundamental para criar um ambiente de apoio e reduzir o estigma em torno dessa questão de saúde pública.



