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Previdência privada deve ser planejada e analisada

Ouça a coluna 'CBN Vida e Aposentadoria', com Hilário Bocchi Jr.
Previdência privada
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A previdência complementar, também conhecida como previdência privada, surge como uma alternativa para complementar a previdência pública. No entanto, embarcar nessa jornada sem o devido planejamento pode levar a surpresas desagradáveis, como uma alta carga tributária inesperada.

Quando Optar pela Previdência Complementar?

A previdência complementar é facultativa, diferentemente da previdência pública, que é obrigatória para quem trabalha. A decisão de aderir a um plano complementar deve ser tomada após uma análise cuidadosa da sua projeção de renda futura na previdência pública. Se essa projeção não atender às suas expectativas e necessidades, a previdência complementar pode ser uma boa opção. É fundamental ter clareza sobre o que a previdência pública oferece antes de investir em um plano privado.

VGBL ou PGBL: Qual Escolher?

Os planos de previdência complementar são oferecidos, geralmente, sob duas modalidades: VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres) e PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres). O VGBL é mais indicado para quem utiliza o modelo simplificado de declaração do Imposto de Renda, enquanto o PGBL é recomendado para quem opta pelo modelo completo, permitindo abater até 12% da renda bruta anual no IR. Com o PGBL, é possível obter restituição no Imposto de Renda. Ambas as modalidades têm o objetivo de formar uma reserva para a aposentadoria, cujo saque pode ser realizado por meio de benefícios programados, portabilidade para outra instituição ou resgate. É importante estar ciente de que, com exceção da portabilidade, todas as formas de saque estão sujeitas à tributação.

Regimes Tributários: Progressivo ou Regressivo?

Existem dois regimes tributários para a previdência complementar: o progressivo e o regressivo. O progressivo segue as alíquotas padrão do Imposto de Renda. O regressivo pode ser mais vantajoso para quem pretende manter o investimento por um longo período. Se o dinheiro for mantido no plano por mais de 10 anos, a alíquota de imposto de renda cai para 10%, representando uma economia significativa em comparação com as alíquotas do regime progressivo. A escolha pelo regime regressivo é ideal para quem tem certeza de que não precisará do dinheiro nos próximos 10 anos.

A previdência complementar, após a regulamentação de 2001, tornou-se um investimento mais seguro. Contudo, é importante estar atento às taxas de carregamento e administração, que podem impactar o rendimento do plano. A portabilidade é um instrumento valioso para negociar essas taxas com as entidades de previdência complementar, buscando sempre as melhores condições para o seu investimento.

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