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Primeira audiência da Operação Q.I. é realizada em Ribeirão Preto

Fórum terá 11 depoimentos e 246 testemunhas ouvidas por carta precatória; operação apontou fraudes em 23 licitações
Operação Q.I.
Fórum terá 11 depoimentos e 246 testemunhas ouvidas por carta precatória; operação apontou fraudes em 23 licitações

Fórum terá 11 depoimentos e 246 testemunhas ouvidas por carta precatória; operação apontou fraudes em 23 licitações

A partir da 1h da tarde de hoje, o fórum será palco da primeira audiência de instrução da Operação Qi, que investiga fraudes em 23 licitações e 34 concursos públicos em 57 cidades. O Ministério Público, responsável pelas investigações, informou que serão ouvidas 5 testemunhas de acusação e 6 de defesa.

O Escopo da Operação Qi

A Operação Qi, também conhecida como Ofralds, revelou um esquema complexo envolvendo autoridades municipais, servidores e advogados. Segundo o promotor Leonardo Romanelli, do Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado), além das testemunhas presenciais, outras 246 pessoas prestarão depoimento em diferentes cidades por meio de cartas precatórias. O promotor ainda comentou sobre o possível afastamento dos envolvidos, dada a gravidade das acusações.

Prejuízos e Recuperação de Ativos

Após cinco meses de investigação, a Polícia Civil e o Gaeco concluíram que a vereadora Marlene Aparecida Galiassu era proprietária de empresas que fraudavam concursos nas regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. O esquema causou um prejuízo estimado em R$ 2,6 milhões em contratos e propinas. O Ministério Público informou que R$ 476 mil em imóveis, veículos e cotas sociais de cinco empresas foram bloqueados judicialmente para garantir indenizações e multas, visando ressarcir os cofres públicos e as pessoas prejudicadas.

Situação dos Envolvidos

Dos 29 indiciados, cinco permanecem presos e um está foragido. Sete dos que estão em liberdade firmaram acordos de delação premiada com o Gaeco, homologados pela Justiça, e seus processos estão suspensos. Outros dois, que também se dispuseram a colaborar, mentiram e não obtiveram o mesmo benefício. O Gaeco de Ribeirão Preto solicitou ao Tribunal de Justiça a prisão preventiva de sete indivíduos, sob a justificativa de que são funcionários públicos que cometeram atos gravíssimos, incluindo o recebimento de propina. Além disso, 16 funcionários públicos foram afastados judicialmente de seus cargos, e uma acusada o fez voluntariamente, por meio de acordo de delação premiada.

As investigações seguem em andamento, com o objetivo de responsabilizar todos os envolvidos e recuperar os valores desviados.

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