Familiares e policiais foram os primeiros a depor na Justiça; jovem de 22 anos e gêmeos de dois meses foram mortos em fevereiro
Empresário e Funcionário Permanecem Presos Após Audiência Sobre Triplo Homicídio
Matusalém Ferreira, empresário, e Antônio Moreira Pires, conhecido como Pedrão, seu funcionário, retornaram ao presídio de Trembé após participarem de uma audiência sobre o caso do triplo homicídio que os acusa. Ambos estão detidos desde fevereiro, quando foram presos logo após a descoberta dos corpos em uma rodovia próxima a Aramina. Apesar das acusações, negam a autoria do crime, jogando a culpa um para o outro.
Detalhes da Audiência e Testemunhos
Durante a audiência, que durou aproximadamente três horas, o juiz Clóvis Humberto Lourenço ouviu seis testemunhas. Entre elas, três eram parentes das vítimas, dois policiais que encontraram os corpos e um delegado responsável pela investigação. Os acusados acompanharam todos os relatos, mas ainda não prestaram seus depoimentos.
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Acusação e Linha Investigativa
De acordo com o promotor de justiça Dilsson Santiago de Souza, a investigação policial comprovou a participação de Ferreira e Pires no crime, e as audiências devem confirmar essa participação. A linha investigativa aponta que Pedrão foi o executor dos disparos, enquanto Matusalém Ferreira teria sido o mandante e auxiliado na execução do crime. O promotor enfatizou que a responsabilidade de ambos é pelo triplo homicídio duplamente qualificado.
Exame de DNA e Motivação do Crime
O promotor também comentou sobre o exame de DNA divulgado na semana anterior, que excluiu a paternidade de Ferreira em relação às vítimas. Segundo ele, esse resultado não atenua a situação do empresário no julgamento. A motivação para o crime, conforme a acusação, seria a recusa de Ferreira em se submeter ao exame de DNA e assumir a responsabilidade pelos filhos. O promotor ainda ressaltou que essa recusa pode até agravar a responsabilidade do acusado.
Defesa e Alegações
Marcos Fernandes Jr., advogado de defesa de Ferreira, alega que seu cliente nega qualquer participação no homicídio e afirma que apenas acompanhava Pires no dia do crime. O advogado questionou a ausência de um exame toxicológico em Pires, alegando que Ferreira suspeita que o comparsa estivesse sob efeito de drogas no momento do crime. Segundo a defesa, Ferreira acredita que Pedrão estava drogado, o que explicaria a brutalidade do ato.
Próximos Passos
As próximas audiências do caso devem ocorrer em Uberaba (Minas Gerais) e Limeira (interior de São Paulo), mas as datas ainda não foram definidas. Ao final da sessão, os acusados foram reconduzidos ao presídio de Trembé.
O caso continua a ser investigado e aguarda novos desdobramentos.



