Coordenador Alexandre de Souza Cruz conversou com a CBN Ribeirão
A iniciativa, liderada pelo município, visa facilitar o acesso a tratamento especializado para dependentes químicos através do “Cartão Recomeço”. Em fase piloto, o projeto enfrenta desafios e busca aprimorar o sistema antes de sua expansão.
O Início do Projeto Piloto
O projeto piloto, atualmente em operação em Sertãozinho, conta com apenas oito vagas. O objetivo principal desta fase inicial é avaliar a funcionalidade do sistema, desde a infraestrutura de informática até a recepção dos pacientes. A escolha de um número reduzido de vagas permite um acompanhamento detalhado e a identificação de possíveis falhas no processo.
Expansão e Desafios
Apesar do número limitado de leitos, a intenção é expandir o programa para atender a crescente demanda na região. O coordenador da área de saúde mental de Ribeirão Preto, Alexandre de Souza Cruz, enfatiza a importância de um sistema bem estruturado antes da expansão, evitando problemas futuros. Atualmente, apenas uma clínica está conveniada, mas outras quatro em Ribeirão Preto estão em processo de credenciamento.
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A Necessidade de Tratamento Especializado
A região enfrenta um número significativo de usuários de cocaína, crack, álcool e maconha, evidenciando a urgência de um atendimento especializado. A estimativa é que haja uma necessidade de 250 a 300 leitos para atender adequadamente a demanda. O tratamento visa resgatar o suporte social do paciente, capacitando-o a enfrentar o mundo de forma mais eficaz. O acompanhamento, com duração inicial de seis meses, será continuado nos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) e ambulatórios especializados.
A estruturação cuidadosa do programa é crucial para garantir seu sucesso e futura expansão, oferecendo suporte adequado aos dependentes químicos da região.



