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Primeira fase do processo de Ishisato não define se ele vai a júri popular

Empresário que matou uma pessoa atropelada e deixou 12 feridas em 2013 foi ouvido nesta quinta, em Ribeirão Preto
processo de Ishisato
Empresário que matou uma pessoa atropelada e deixou 12 feridas em 2013 foi ouvido nesta quinta, em Ribeirão Preto

Empresário que matou uma pessoa atropelada e deixou 12 feridas em 2013 foi ouvido nesta quinta, em Ribeirão Preto

O ex-empresário Alexandre Xissato foi ouvido no fórum de Ribeirão Preto na tarde de ontem, em uma audiência que durou duas horas. O depoimento também contou com a presença do funcionário do supermercado que o havia alertado sobre a necessidade de tomar outra saída.

A Defesa e a Alegação de Homicídio Culposo

Durante a audiência, Xissato alegou ter ficado atordoado com os danos causados ao seu veículo, o que o levou a sair rapidamente do local sem perceber o risco de atingir os manifestantes. O advogado de defesa, Wagner Simões, busca que seu cliente responda por homicídio culposo, argumentando que não houve intenção de matar. Simões alega que o objetivo de Xissato era cessar as ameaças e agressões que vinha sofrendo para poder deixar o local em segurança. A defesa espera que a juíza da segunda vara do Júri de Ribeirão Preto considere a ausência de intenção de matar.

A Acusação e a Possibilidade de Evitar a Tragédia

Por outro lado, a advogada de acusação, Michelle Lino, argumenta que Xissato tinha total possibilidade de sair do local sem ferir os manifestantes. Segundo Lino, ele poderia ter dado ré ou mesmo seguido na contramão, como outros fizeram naquela noite. A acusação ressalta que, mesmo utilizando a saída não recomendada, Xissato poderia ter evitado o acidente, já que o policial sinalizou para que ele retornasse e os manifestantes se afastaram. A advogada enfatiza que havia uma paralisação na esquina anterior à saída, o que tornava possível manobras alternativas.

O Caso e as Implicações Legais

O caso em questão refere-se ao acidente ocorrido há três anos, no qual Marcos Delefrate, de 18 anos, perdeu a vida. Esta foi a primeira vez que Xissato foi ouvido sobre o caso. O ex-empresário é acusado de atropelar 12 pessoas durante um protesto contra a corrupção em 20 de junho de 2013, resultando em quatro feridos. Ele enfrenta acusações de homicídio qualificado e quatro tentativas de homicídio. Se condenado por todos os crimes, a pena pode ultrapassar 50 anos de detenção. A juíza tem dez dias para decidir se o caso será levado a júri popular.

O desfecho deste caso permanece incerto, enquanto a sociedade aguarda a decisão judicial.

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