Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto
O governo brasileiro apresentou sua nova equipe econômica, um evento que gerou grande expectativa no mercado. A escolha dos nomes e as primeiras ações sinalizam um novo rumo na política econômica do país.
Transparência e Realidade Fiscal
Uma das primeiras e mais importantes atitudes da nova equipe é a transparência em relação à real situação fiscal do Brasil. A equipe econômica tem se dedicado a detalhar o cenário, revelando um déficit primário que pode chegar a R$ 150 bilhões. Essa transparência é crucial para que a sociedade compreenda a dimensão dos desafios a serem enfrentados.
Reforma da Previdência e Medidas Fiscais
Diante do tamanho do rombo fiscal, a equipe econômica reconhece que os cortes de gastos não serão suficientes. Por isso, o governo se comprometeu a apresentar, em até 30 dias, uma proposta de reforma da previdência que contemple tanto quem está entrando no mercado de trabalho quanto quem já está. Além disso, discute-se a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) para aumentar a margem de manobra no orçamento.
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Sintonia entre Banco Central e Ministério da Fazenda
Um ponto crucial é a sintonia entre o Banco Central e o Ministério da Fazenda, algo que não se via há muito tempo. Essa coordenação é fundamental para garantir a consistência do ajuste fiscal e aliviar a pressão sobre o Banco Central no combate à inflação, diminuindo a necessidade de aumento das taxas de juros. A expectativa é que, com o avanço do ajuste fiscal, seja possível reduzir as taxas de juros, impulsionando a recuperação da atividade econômica.
Apesar dos desafios e da necessidade de medidas que podem ser consideradas penosas, a direção tomada pela equipe econômica parece ser a correta, buscando aproveitar o período de liquidez internacional para realizar as reformas necessárias e colocar o Brasil em um caminho de crescimento sustentável.