Primeiro automóvel fabricado no Brasil completa 69 anos de história
O ano de 1956 marcou o início da indústria automobilística brasileira com o lançamento do Romi-Isetta, fabricado pelas Indústrias Romi em Santa Bárbara d’Oeste. Este pequeno carro, o primeiro produzido em série no país, tornou-se um símbolo da economia nacional e um marco na história automotiva.
A Curiosa História do Romi-Isetta
O Romi-Isetta, um carro peculiar para os padrões atuais, era um veículo compacto para duas pessoas, com uma única porta frontal que se abria como a de uma geladeira. Projetado originalmente na Itália pela Iso Rivolta, o Brasil adquiriu os direitos de fabricação, utilizando o motor Romi. Sua participação em filmes e séries de TV, como em JK, ajudou a fixar sua imagem na memória popular.
O Contexto da Produção Nacional
A produção do Romi-Isetta foi impulsionada por incentivos fiscais a empresas que fabricassem automóveis no Brasil. A Indústrias Romi, já estabelecida no setor industrial, aproveitou essa oportunidade para importar maquinário com impostos reduzidos, facilitando a produção tanto de automóveis quanto de seus equipamentos industriais. O lançamento oficial ocorreu em 5 de setembro de 1956, embora o nascimento tenha sido em 31 de julho.
Leia também
A Polêmica do Primeiro Automóvel Nacional
Existe uma discussão sobre qual carro foi o primeiro a ser considerado genuinamente nacional. O Grupo de Engenheiros da Indústria Automobilística (Geia) estabeleceu critérios mínimos para que uma empresa fosse considerada nacional, incluindo uma porcentagem de componentes fabricados localmente. A Romi-Isetta não possuía essa resolução do Geia, ao contrário do DKW da Vemag. Apesar disso, a Romi-Isetta é amplamente considerada o primeiro automóvel fabricado no Brasil, por ter sido o primeiro a ser vendido e circular nas ruas.
O Romi-Isetta, com seu design peculiar e história marcante, representa um capítulo importante na trajetória da indústria automobilística brasileira.