Tratamento evolui com o passar do ano, mas prevenção cai no esquecimento de alguns
Passados mais de 30 anos desde a descoberta do vírus HIV, homens homossexuais entre 25 e 39 anos ainda lideram as estatísticas de novos infectados em diversas regiões do Brasil. Em São Paulo, por exemplo, são 270 mil soropositivos, e estima-se que 10% a 15% deles desconhecem sua condição, contribuindo para a disseminação do vírus.
Casos em Ribeirão Preto
Ribeirão Preto, apesar de possuir universidades, o Hospital das Clínicas e um sistema de saúde relativamente eficiente, enfrenta números alarmantes de infecção por HIV. A infectologista Dra. Karen Morejão relata de 2 a 3 novos casos por semana no Hospital das Clínicas, apontando para um relaxamento na prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), incluindo HIV e sífilis. A médica destaca a diminuição no uso de preservativos, associada à classificação do HIV como doença crônica tratável (embora incurável), como fatores contribuintes para o aumento de casos, especialmente entre homens que fazem sexo com homens mais jovens.
Prevenção e Tratamento
A Dra. Morejão enfatiza a ineficiência da prevenção entre jovens, alertando para o crescimento preocupante de casos de sífilis. Ribeirão Preto se destaca por oferecer atendimento integral 24 horas, incluindo a profilaxia pós-exposição (PEP) em unidades de saúde e no Hospital das Clínicas. Este tratamento de 28 dias está disponível para pessoas que tiveram exposição sexual de risco. Apesar do aumento de casos, 75% dos pacientes em tratamento têm o vírus controlado, evitando a progressão para AIDS. A possibilidade de tratamento eficaz contribui para a sensação de segurança, mas não elimina a necessidade de prevenção.
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O primeiro caso de HIV em Ribeirão Preto foi confirmado em 1986, e desde então os números cresceram significativamente, tornando a cidade a sexta com maior número de infectados no país e a terceira em São Paulo. Embora a ciência tenha avançado, garantindo melhor qualidade de vida aos portadores do vírus, é crucial lembrar que não há cura e que o tratamento, mesmo eficaz, pode acarretar efeitos colaterais. Campanhas de conscientização, como a realizada na Praça XV de Ribeirão Preto e o evento no Hospital das Clínicas, reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.



