Primeiro dia de audiência sobre a morte da professora Larissa Rodrigues termina com 18 testemunhos
Chegou ao fim na noite de terça-feira, em Ribeirão Preto, a primeira audiência do caso da morte da professora de Pilates, Larissa Rodrigues.
Luiz Antônio Garnica, marido de Larissa, e Elizabeth Rabassa, sogra da vítima, são acusados de assassinar a professora, envenenada com chumbinho. Ambos acompanharam a audiência remotamente, permanecendo presos, e não foram interrogados.
Testemunhas de Acusação e a Amante
A audiência, que teve início às 9h30 no fórum da cidade, não permitiu a presença da imprensa. Neste primeiro dia, testemunhas de acusação foram ouvidas, incluindo a amante de Luiz Antônio, cuja relação pode ter motivado o pedido de divórcio de Larissa antes de sua morte.
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Júlio Moçim, advogado de defesa de Luiz Antônio Garnica, apontado como mentor do crime, declarou ter notado divergências nos depoimentos. Ele ressaltou que ficou claro, através dos depoimentos, que Luiz não alterou nada no apartamento, um ponto que considera importante para a defesa.
Contradições nos Depoimentos
Ebru No Corrê, advogado de Elizabeth Rabassa, também apontou possíveis contradições nos depoimentos. Foram ouvidos o pai e o irmão de Larissa, além de duas GCMs e uma meia-irmã de Elizabeth. Segundo o advogado, os depoimentos não trouxeram novidades e, inclusive, revelaram incongruências no trabalho da investigação.
Outras Acusações e Próximos Passos
Elizabeth Rabassa também é suspeita de envenenar a filha, Natália Garnica, com chumbinho. No caso de Larissa, ela e o filho são acusados de feminicídio triplamente qualificado, com penas que podem ultrapassar 30 anos de prisão. Ambos sempre negaram o crime. Rabassa está detida em Tremembé, enquanto o médico está na penitenciária 3 de Serra Azul. A previsão é de que os dois sejam julgados por júri popular.
A próxima audiência está agendada para o dia 10 de outubro.
O caso segue em andamento, buscando esclarecer os fatos e determinar a responsabilidade dos acusados.



