Julgamento foi marcado por discussão entre promotoria e defesa, e revelação de que Walter Gomes foi o primeiro a receber propina
O primeiro dia de audiências da Operação Sevandija foi marcado por imprevistos e discussões acaloradas no Fórum de Ribeirão Preto. O depoimento do delegado da Polícia Federal, Flávio Reis, responsável pela investigação, começou com mais de uma hora de atraso e durou várias horas.
Atraso e Tensão no Início da Audiência
A audiência, inicialmente prevista para as 16h45, só teve início por volta das 15h. Advogados de defesa tentaram impedir a presença de jornalistas, mas o juiz permitiu o acesso da imprensa, sem gravações de áudio ou vídeo. Um pedido de cancelamento da audiência por falta de acesso a documentos foi negado pelo juiz.
Confissão Informal e Discussões Acaloradas
Durante o depoimento, o delegado Reis relatou que Marcelo Plastino confessou informalmente ter pago propina, informação que não constava nos autos. Essa declaração gerou discussões entre advogados de defesa e promotores do Gaeco, que reclamaram com o juiz. O delegado também afirmou que, segundo Plastino, o ex-vereador Walter Gomes foi o primeiro a receber propina, tendo inclusive contratado a esposa de Gomes por um período de três anos com salário de R$ 3 mil mensais sem exercer função, dinheiro que seria repassado ao vereador.
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Sequência da Audiência e Próximos Passos
Após um intervalo para alimentação dos presos vindos de Tremembé, a audiência prosseguiu com os advogados de defesa questionando o delegado. A audiência se estendeu por horas, com advogados ainda elaborando perguntas ao delegado até às 19h. Os agentes da Polícia Federal Luiz Alécio Janonés e Rony Claudio Pires, responsáveis pelas interceptações telefônicas, serão ouvidos em um adiamento da audiência. Os presos permaneceram em Serra Azul e retornarão ao Fórum para a continuação do processo. O advogado Luiz Eugênio Scarpin Jr. explicou que a fase de audiências seguirá com as testemunhas de acusação, depois as de defesa, e por fim, o interrogatório dos réus, garantindo o contraditório e a busca pela verdade dos fatos. O processo envolve o esquema de apadrinhamento na prefeitura, sem envolver a ex-prefeita Darci Vera. Outras investigações da Operação Sevandija, como as relacionadas a honorários advocatícios e contratos da Daerp, tramitam separadamente na Justiça. A semana será dedicada a depoimentos, com o Ministério Público apresentando 10 testemunhas e as defesas, 146.



