Testemunhas do fato também falaram no Fórum de Ribeirão Preto; ex de Ichisato passa de testemunha de defesa para acusação
A primeira audiência sobre o caso do empresário Alexandre Ischissato, que atropelou 12 pessoas e matou o estudante Marcos Delefrat em Ribeirão Preto em junho de 2013, ocorreu nesta quarta-feira. Quatorze pessoas, incluindo vítimas e testemunhas do acidente, prestaram depoimento.
Depoimentos das Vítimas e Testemunhas
José Felipe Braga, Jônatas Pereira da Silva e José Adolfo Bianco Molina, vítimas do atropelamento ocorrido no cruzamento das Avenidas João Fiusa e José Adolfo Bianco Molina, foram os primeiros a serem ouvidos. Em seguida, Michelle Alessandra Vitorino, ex-namorada do empresário, que estava no carro no momento do acidente, também depôs. Inicialmente arrolada como testemunha de defesa, Michelle passou a ser considerada testemunha de acusação.
Segundo Michelle Lino, advogada da família do estudante falecido, a ex-namorada do réu afirmou que Ischissato estava há um mês sem usar drogas, abstendo-se de entorpecentes desde o início do relacionamento. O advogado de defesa, Vágui Nersimões, ressaltou que Michelle confirmou a insegurança do casal quando o carro foi cercado por manifestantes, descrevendo um ambiente de medo e agressão ao veículo.
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A Defesa e as Alegações
O advogado de defesa argumenta que a morte de Marcos Delefrat foi agravada por falhas no socorro prestado por manifestantes não qualificados. Ele alega que o empresário está tranquilo e que testemunhos indicam que Marcos Delefrat recebeu os primeiros socorros de pessoas sem o devido preparo, o que pode ter comprometido o atendimento inicial.
O Impacto do Tempo e a Continuidade do Processo
Michelle Lino, assistente de acusação, avaliou positivamente o primeiro dia de audiências, embora reconheça que o tempo decorrido desde o acidente pode influenciar na precisão das lembranças. Ela observou que, apesar do tempo atenuar algumas memórias, a natureza impactante do evento permite que as pessoas ainda se recordem de muitos detalhes. Outras testemunhas de acusação serão ouvidas nesta quinta-feira, e vítimas do acidente prestarão depoimento por carta precatória em Pontal e Jardinópolis.
O caso continua a se desenrolar, buscando esclarecer as circunstâncias e responsabilidades do trágico evento.



