Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
O início de 2024 tem sido marcado por um volume de chuvas significativamente abaixo da média em diversas regiões do Brasil, um cenário que ecoa as preocupações do ano anterior, quando o país enfrentou uma severa crise hídrica. Meteorologistas alertam para os possíveis impactos dessa situação, que pode comprometer o abastecimento de água e a produção de energia.
Chuvas Insuficientes em Janeiro
Em Preto, por exemplo, os registros pluviométricos atingiram apenas 75 milímetros, de um total de 255 milímetros esperados para o mês. Esse déficit de 50% no volume de chuvas, justamente no período considerado o mais chuvoso e crucial para a recuperação dos reservatórios, é um sinal alarmante. A situação preocupa especialistas, que temem um agravamento dos problemas de abastecimento em diversas cidades.
Previsões Pessimistas e Impactos Futuros
As previsões para os próximos meses também não são animadoras. Embora haja a possibilidade de um aumento no volume de chuvas em fevereiro e março, não se espera nada excepcional que possa compensar a escassez observada em janeiro. Essa perspectiva levanta sérias preocupações em relação ao período de seca, que se inicia em abril. Caso não haja uma recuperação significativa dos reservatórios até lá, a falta d’água e o fornecimento de energia podem ser comprometidos em um número ainda maior de municípios.
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Racionamento e a Busca por Soluções
Diante desse cenário, diversas cidades já enfrentam medidas de racionamento de água. Tambaú, por exemplo, mantém o fornecimento interrompido por longos períodos. Outros municípios, como Bebedouro, Morro Agudo e São Joaquim da Barra, também adotaram horários restritos para o uso da água. A lista de cidades com racionamento inclui ainda Casa Branca, Santa Rita do Passa Quatro, Santa Cruz das Palmeiras, Américo Brasiliense, Batatais, Pitangueiras e Ipuã. Especialistas apontam para a necessidade de políticas públicas mais eficientes e uma mudança de comportamento da população em relação ao consumo de água.
A conscientização da população, o investimento em tecnologias para a preservação de recursos hídricos e a busca por alternativas sustentáveis são elementos-chave para mitigar os impactos da crise hídrica e garantir o abastecimento de água para as futuras gerações.



