Os museus Histórico e do Café estão impedidos de receber visitas desde março de 2016
Um incêndio de grandes proporções destruiu grande parte do acervo do Museu Nacional do Rio de Janeiro, causando danos irreparáveis a fósseis, múmias, registros históricos e obras de arte. As investigações sobre as causas do incêndio estão em andamento, mas a falta de investimentos na instituição nos últimos três anos é apontada como um fator crucial.
Falta de recursos e consequências
O Museu Nacional receberia R$ 550 mil anuais da UFRJ, mas vinha recebendo apenas 60% desse valor. A falta de recursos comprometeu a pesquisa e a manutenção adequada, levando ao fechamento de algumas alas de exposição, como a que abrigava o esqueleto de uma baleia, inacessível aos visitantes há mais de 15 anos.
Situação crítica em outros museus
A situação do Museu Nacional reflete um problema mais amplo. Em Ribeirão Preto, por exemplo, apenas um dos cinco museus municipais está em funcionamento. Museus históricos e o Museu do Café estão fechados desde março de 2016 devido a problemas estruturais, como cupins e forro desabado, comprometendo parte do acervo. O ex-diretor dos museus de Ribeirão Preto, Daniel Basso, relata a dificuldade de manter os locais abertos pela falta de recursos e a ausência de investimento da prefeitura, resultando na perda significativa do acervo histórico da cidade. Outros museus, como o Museu da Imagem e Som, encontram-se fechados e com seu acervo em situação precária.
Orçamento insuficiente e futuro incerto
A Secretaria de Cultura de Ribeirão Preto possui um orçamento limitado, com 95% destinado a despesas correntes. Apenas R$ 700 mil são destinados a investimentos e ampliações. Embora a diretora do Museu do Café afirme que há projetos em andamento para a reabertura no segundo semestre, a situação demonstra a fragilidade na preservação do patrimônio histórico e cultural brasileiro, exigindo maior atenção e investimento público.



