Marcel Júlio, que se entregou em Bebedouro, será ouvido na segunda fase da Operação Alba Branca
Após um período de buscas, Marcel Júlio, figura central no escândalo da fraude na merenda escolar, se entregou às autoridades policiais. Ele é suspeito de ser um dos principais articuladores do esquema de superfaturamento e propinas em licitações envolvendo a Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) e diversas prefeituras paulistas.
A Entrega e a Declaração de Inocência
Marcel Júlio compareceu à delegacia seccional de Bebedouro, alegando inocência tanto para si quanto para seu pai, Leonel Júlio, que havia sido preso na Operação Alba Branca. Leonel Júlio, detido em São Paulo, também negou as acusações e chegou a aconselhar o filho a não se entregar à polícia.
O Depoimento de Luiz Carlos Santos
Um dos depoimentos mais relevantes para a investigação foi o de Luiz Carlos Santos, conhecido como “o português”. Seu relato despertou o interesse da Procuradoria de Justiça do Estado, que enviou dois procuradores de São Paulo a Bebedouro para obter mais informações. As investigações apontam para possíveis ligações entre a Coaf e figuras políticas.
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Ligações Políticas e o Avanço das Investigações
O advogado de Luiz Carlos Santos, César Andrade, revelou que seu cliente chegou a levar um carro da cooperativa para São Paulo, o qual estaria emprestado a um assessor de Fernando Capes, presidente da Assembleia Legislativa. A segunda fase da Operação Alba Branca já confirmou a fraude em 16 municípios paulistas, mas a promotoria estima que esse número possa chegar a 22. Os contratos firmados com a Coaf somam R$ 7 milhões, podendo alcançar R$ 21 milhões, com propinas variando de 10% a 30% dos valores contratuais.
O caso continua sob investigação, buscando esclarecer o alcance total do esquema e identificar todos os envolvidos.



