Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
A reforma do Centro Médico Social e Comunitário da Vila Lobato, localizado na zona oeste de Ribeirão Preto, completou cinco anos de paralisação. A unidade, que foi construída em 1969 e é vinculada ao Hospital das Clínicas e a diversos departamentos da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, teve sua ampliação iniciada em 2010, mas a empresa responsável abandonou a obra.
Rescisão do Contrato e Nova Licitação
Recentemente, foi publicado no Diário Oficial o termo de rescisão do contrato entre a Prefeitura e a construtora KPM. Segundo o secretário de Obras de Ribeirão Preto, restam apenas detalhes para que a unidade volte a funcionar, mesmo após a saída da construtora anterior. A prefeitura rescindiu o contrato devido a pendências não resolvidas e falta de garantia dos serviços prestados pela empresa.
Uma nova licitação foi realizada para concluir os serviços pendentes. O contrato original, no valor de R$ 1.200.000, teve um aditivo de R$ 300.000 em 2012. O prazo inicial de entrega era em 2013, mas foi adiado diversas vezes.
Leia também
Problemas na Contratação e Falta de Transparência
O ex-sócio da empresa, Evandro Luiz Medeiros, alega ter se desligado da parceria em 2011 por discordar de algumas situações. A socióloga Claudia Souza Passadores, especialista em administração pública, aponta para um erro de avaliação por parte da prefeitura na contratação da construtora. Segundo ela, o termo de referência da obra não foi bem estruturado, o que gerou problemas tanto para o contratante quanto para o contratado.
Claudia Passadores defende mais transparência na gestão e uma solução para a obra parada, ressaltando a responsabilidade da prefeitura em relação ao investimento já realizado. Ela enfatiza que a falta de controle e transparência contraria as tendências modernas da gestão pública.
Impacto na Comunidade
Enquanto o centro médico permanece parado, os moradores da Vila Lobato sofrem com a falta de atendimento e os transtornos causados pela obra inacabada. A moradora Tânia Aparecida Martins relata o acúmulo de lixo e o aumento de casos de dengue na região.
Quando voltar a funcionar, o centro médico oferecerá serviços de pediatria, ginecologia, obstetrícia, vacinação, clínica geral, assistência farmacêutica e consultório odontológico.
A expectativa é que a retomada das obras traga alívio para a comunidade, que aguarda ansiosamente a reabertura do centro médico.



