Especialista comenta sobre o assunto no ‘CBN Agronegócio’ desta quarta (9)
Crise Hídrica e o Impacto no Agronegócio Brasileiro
Em 2021, a preocupação com a estiagem prolongada e seus efeitos devastadores no Brasil se intensificou. A falta de chuvas ameaçava não apenas o abastecimento de água nas cidades, mas também a produção agrícola, impactando diretamente o setor do agronegócio.
Aumento de Custos e Preços
A crise hídrica gerou um aumento significativo no custo da energia elétrica, que passou para a bandeira vermelha. Isso impactou diretamente a produção agrícola, uma vez que muitas etapas dependem de energia elétrica. Além disso, a escassez de água elevou os custos da irrigação, afetando culturas que dependem desse recurso. Como consequência, o preço final dos produtos agrícolas tendeu a aumentar.
Setores Mais Afetados e Cenário Futuro
O setor de laticínios foi um dos mais afetados, devido à dependência da pecuária leiteira de pastagens verdes. Com a falta de chuva, os produtores precisaram recorrer a suplementos alimentares mais caros, encarecendo o custo de produção e o preço do leite. Outros setores, como o de frutas, verduras e legumes, também sofreram impactos, embora o risco de desabastecimento tenha sido considerado baixo devido ao uso de novas tecnologias na produção. Apesar disso, a diminuição da oferta de alguns produtos resultou em preços mais altos para o consumidor.
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A estiagem de 2021 expôs a vulnerabilidade do agronegócio brasileiro à falta de água, impactando custos de produção e preços ao consumidor. Embora o desabastecimento tenha sido evitado, a crise ressaltou a importância de investimentos em tecnologias e práticas sustentáveis para mitigar os efeitos de eventos climáticos extremos.