Conselheiros e ex-presidentes entraram com pedido para anular o contrato com a empresa; suspensão foi motivada pela pandemia da
Desde o ano passado, um grupo de conselheiros e ex-presidentes do Botafogo ingressou na Justiça para anular o contrato que o clube firmou com o empresário Adalberto Batista, gerando a empresa Botafogo S.A., responsável pela administração do futebol do clube. A ação alega irregularidades na composição do contrato de sociedade anônima, pedindo a nulidade do contrato e a suspensão das atividades da Botafogo S.A., devolvendo o controle aos dirigentes até o fim do processo judicial.
Suspensão e Irregularidades
Inicialmente, o pedido de suspensão foi negado, e o processo seguiria com oitiva das partes. Porém, a pandemia de Covid-19 causou uma suspensão temporária. O advogado Vinicius Fonseca, porta-voz do grupo, afirma que a Botafogo S.A. foi criada sem atender exigências básicas do estatuto do Botafogo, incluindo a ausência do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal. Essas omissões, segundo Fonseca, já caracterizariam a nulidade dos atos, mesmo com a assinatura de representantes do clube. Há também críticas à falta de transparência nas contas da empresa, principalmente sobre o valor investido na reforma da arena do estádio Santa Cruz.
Falta de Transparência e Investimentos
A falta de clareza sobre o investimento na arena é um ponto central das críticas. As informações sobre o custo da reforma variam entre 5 e 17 milhões de reais, demonstrando a opacidade da gestão. A ausência de informações precisas sobre os gastos gera desconfiança entre os conselheiros.
Reação da Botafogo S.A.
Adalberto Batista, presidente do Conselho de Administração da Botafogo S.A., rebateu as acusações, afirmando confiança na vitória na Justiça e buscando reparação pelos danos causados pelas ações que considera como uma tentativa de dificultar os negócios do clube. Ele acredita que a justiça reconhecerá a legalidade do processo.



