Com a proximidade do começo do ano letivo, que se inicia na segunda-feira, especialistas temem que aulas podem ser prejudicadas
O ano letivo para alunos de escolas municipais de Ribeirão Preto começou nesta segunda-feira, dia 5 de fevereiro, mas professores só souberam onde iriam trabalhar no mesmo dia. A razão? O processo de atribuição de aulas atrasou.
Processo Judicial e Atraso na Atribuição
O atraso se deu devido a uma ação judicial movida por um grupo de professores que pedia a recontagem do tempo de serviço, incluindo períodos como professores emergenciais, temporários e contratados. A prefeitura utiliza um sistema de ranking baseado no tempo de serviço para a escolha de escolas. O sindicato também entrou com uma ação coletiva com o mesmo pedido. A justiça suspendeu o processo, impedindo a prefeitura de organizar a atribuição de aulas. Após conseguir um efeito suspensivo, a prefeitura iniciou o processo na quinta-feira, dois meses depois do previsto.
Consequências para Alunos e Professores
Para Bianca Correia, professora de pedagogia da USP, essa atribuição de última hora prejudica alunos e professores. A falta de planejamento afeta principalmente as crianças menores, que necessitam de um acolhimento adequado. A especialista em administração pública, Claudia Passador, aponta a falta de políticas voltadas para o ensino e a desvalorização dos professores como fatores que contribuem para o problema. A falta de diálogo entre a Secretaria de Educação e os professores também é criticada.
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Distribuição de Materiais Escolares
Apesar do caos na atribuição de aulas, a prefeitura informou que a distribuição de materiais escolares começou na segunda-feira. As escolas municipais do ensino fundamental entregarão kits com cadernos, lápis, borracha, caneta e régua. Duas bermudas serão entregues no início das aulas, enquanto as camisetas serão distribuídas após o dia 16 de fevereiro.



