Em caso da falta de troco, comerciante deve arredondar para baixo
A escassez de moedas no comércio tem prejudicado consumidores em todo o Brasil. O problema não é apenas a dificuldade em encontrar troco, mas também a prática ilegal de arredondamento de valores para cima pelos comerciantes.
Prejuízos para o consumidor
Muitos consumidores relatam ter recebido troco em balas ou com centavos a menos, acumulando prejuízos significativos ao longo do tempo. Um aposentado, Sebastião Pasqual, descreveu sua experiência ao pagar uma conta de energia e não receber o troco correto. A prática de não devolver centavos, embora pareça pequena individualmente, representa um impacto considerável em escala nacional.
A responsabilidade dos comerciantes
Segundo o coordenador do Procon de Ribeirão Preto, Ferez Junqueira, os comerciantes são obrigados a dar o troco exato. A ausência de moedas não os autoriza a arredondar o valor para cima, prática considerada abusiva. O Procon reforça que a população deve exigir seus direitos e não se conformar com a falta de troco. A lei permite que os preços sejam estipulados livremente, desde que o comércio possua recursos para devolver o troco correto.
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O impacto econômico da falta de moedas
O Banco Central estima que 35% das moedas produzidas desde 1994 estejam fora de circulação, representando um valor significativo em dinheiro parado. Essa situação demonstra a necessidade de conscientização por parte da população e dos comerciantes para solucionar o problema da falta de moedas e garantir os direitos do consumidor.
Em resumo, a falta de moedas em circulação gera prejuízos financeiros para os consumidores e configura prática ilegal por parte de alguns comerciantes. A solução passa pela conscientização da população para exigir seus direitos e pela adoção de medidas que incentivem a circulação de moedas.



