Órgão está fiscalizando se os comerciantes estão aumentando os valores dos combustíveis antes do repasse das refinarias
A Petrobras anunciou um aumento de 1,6% no preço médio da gasolina nas refinarias, a segunda alta desde meados de setembro. O preço passará de R$ 1,53 para R$ 1,55 por litro a partir de sábado, mas o repasse para o consumidor final depende de distribuidores, revendedores e impostos.
Reajuste na prática: impacto em Ribeirão Preto
Em Ribeirão Preto, o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Combustíveis, Valdemar de Botor Júnior, acredita que o reajuste mínimo não impactará significativamente os preços nos postos. A gasolina na cidade pode ser encontrada a preços variados, entre R$ 3,90 e R$ 4,50, devido à diferença de preços entre distribuidoras e à concorrência. Postos de bandeiras como Ipiranga, Shell e BR, que compram a gasolina a um preço mais alto, têm maior dificuldade em reduzir os preços.
Fiscalização e irregularidades
Desde o fim da greve dos caminhoneiros, o Procon de Ribeirão Preto autuou 40 postos por diversas irregularidades. O órgão está realizando estudos para apurar se há irregularidades nos preços praticados, analisando condutas que possam configurar abuso ao consumidor. O coordenador do Procon, Ferez Junqueira Nágin, explica que o aumento imediato nos postos após o anúncio da Petrobras, enquanto a redução demora, pode ser questionado, mas a livre concorrência permite variação de preços. O Procon acompanha o mercado para identificar postos com práticas abusivas.
O consumidor que se sentir lesado pode procurar o Procon na Rua Aureliano Garcia de Oliveira, 266, Ribeirão Preto, ou pelos telefones 0800 772 91 98 ou (16) 151. A fiscalização busca garantir que os postos não elevem os preços antes mesmo do reajuste da refinaria entrar em vigor.



