Variação chega a 260%; na compra de moeda estrangeira, por exemplo, algumas agências cobram R$ 25 de câmbio, outras R$ 90
Uma pesquisa recente do Procon de São Paulo expôs grandes variações nas tarifas bancárias cobradas em seis bancos diferentes. A diferença entre a tarifa mais cara e a mais barata pode chegar a 260%, um índice alarmante para o consumidor.
Tarifas em alta
O estudo comparou os valores de 2018 e 2019, mostrando um aumento significativo em todas as instituições. A maior variação foi observada na taxa de câmbio (compra e venda de moedas estrangeiras), com um valor mínimo de R$ 25 e um máximo de R$ 90. O aumento médio dos pacotes de serviços, obrigatórios por determinação do Banco Central, foi de 2,49%. Outro serviço que apresentou alta expressiva foi o extrato em caixa eletrônico, com um aumento de 32,56% em um dos bancos analisados.
Direitos do consumidor
O Procon alerta para a importância da transparência e da informação. O consumidor tem o direito de conhecer detalhadamente os pacotes de serviços oferecidos, inclusive os valores de reajuste anual, antes de contratá-los. De acordo com Félix Junqueira Najim, chefe do Procon em Ribeirão Preto, o cliente deve ser informado sobre o que cada pacote inclui e pode escolher aquele que melhor se adequa ao seu orçamento. Caso se sinta lesado, o consumidor pode recorrer ao Procon, Ministério Público e até mesmo ao Banco Central.
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Reações e impactos
O impacto das altas tarifas é sentido diretamente pelos consumidores. Pedro Geral dos Soares, trabalhador autônomo, reclama do valor do seu pacote mensal (R$ 33), que será reajustado sem aumento de serviços. Luiz Dias, aposentado, também relata dificuldades com as taxas bancárias, afirmando ser surpreendido constantemente por novos valores. A pesquisa completa está disponível no site procon.sp.gov.br.



